José Gregório e Ruben Gonzalez testaram novo colete da Quiksilver na Nazaré

José Gregório e Ruben Gonzalez estiveram na Nazaré para a segunda-feira de grandes ondas na Praia do Norte.



...E aproveitaram para fazer a estreia nacional do novo colete que a Quiksilver produziu em parceria com a AquaLung, de Jacques Costeau. Um equipamento de topo mundial e que pode salvar muitas vidas. Pelo menos, ajudou muito o Ruben Gonzalez.

Surftotal- Como estavam as condições na Nazaré na segunda-feira e como foi a experiência?
 
José Gregório – Ontem foi um dia perfeito para a Nazaré, daqueles como há poucos num ano inteiro. O mar estava muito grande de manhã, mas a baixar ao longo do dia, o vento até à hora de almoço esteve off-shore bastante forte, o que dificultava muito a entrada nas ondas, principalmente aos surfistas que estavam na remada. Os que estavam em tow-in e com pranchas mais pesadas conseguiram apanhar algumas ondas grandes. Durante toda a manhã, os destaques foram, sem dúvida, os portugueses que estavam a remar: o Alex Botelho (na minha opinião o surfista que mais à vontade está nestas ondas), o João Macedo e o Ruben Gonzalez, que foi na remada pela primeira vez e levou logo com duas ondas enormes na cabeça.
 
Logo a seguir ao almoço alguns surfistas como o Andrew Cotton e o Jamie Micthel voltaram a entrar e apanharam condições épicas para remar, o vento e o mar baixaram um pouco e viram-se alguns dos melhores drops do dia. Mais uma vez, o Alex esteve em grande destaque.
 
Ruben Gonzalez -  O  mar estava excelente para primeiro grande swell deste Outono/inverno. Desta vez, quis ir na remada com uma 10`2. E, realmente, foi a primeira vez que a pus na água com um tamanho adequado. No entanto, no início da surfada comecei por fazer uma ou outra onda de tow-in com o Grego a puxar-me. Mas estava mesmo decidido em ir na remada e fui buscar a 10´2. Senti-me ainda muito aquém daquilo que pensava conseguir fazer.
 
Realmente não tem nada a ver com estarmos a ser puxados pela mota naquelas ondas e ainda tenho muito que aprender, pois o meu objectivo era dropá-las no pico e senti-me sem capacidade para o fazer, tal era o tamanho das ondas. O Grego bem dizia: "bora bora, sem medo vai nessa" e depois do outro lado numa que nem me virei, tal era o tamanho dela, vi o Alex a ir despencado lá para baixo numa bomba e, por outro lado, o Macedo a a fazer o mesmo numa outra.
 
Foi aí que comecei a ficar com mais sede de apanhá-las, ficando com mais pica e confiança. No entanto, ainda estou muito verde nestas andanças. Porque isto não são 3 ou 4 metros de altura. Estavam à vontade uns 10 a 15 metros de frente. Ainda para juntar a isto, levei com uma das bombas na cabeça.
 
ST - Como foi a utilização do colete de sobrevivência da Quiksilver (confortável, seguro, etc.)
 
JG – A Quiksilver esteve durante dois anos em pesquisa e testes em parceria com a AquaLang (empresa de mergulho do Jacques Cousteau) para desenvolver este colete de sobrevivência para surfar ondas grandes. Este tipo de dispositivo já existia no mercado, mas com especificações bastante mais rudimentares e amadoras. Este colete pode abrir e vazar 4 vezes durante uma surfada e quando se acabam as recargas bastam 2minutos para se voltar a carregar o colete no jet ski. É o único dispositivo feito em neoprene e que pode ser utilizado pela parte de fora dos fatos de surf ou, simplesmente, em cima do tronco nu, como foi utilizado por quase todos os surfistas do Eddie Aikau. A parte interior insuflável é o grande segredo deste colete. A AquaLang mantém sigilo absoluto sobre a construção deste balão insuflavel, que diz ser a impossível de rebentar ou de se furar. De salientar que este material estaáem uso e patenteado há já muitos anos em alguns exércitos mundiais, como é o caso das forças especiais dos Seal norte-americanos e outras, em Inglaterra, Israel, etc.
 
É sem duvida o colete mais confortável e prático para se usar sempre que se entra no mar grande.
 
RG - O colete que o Grego me ofereceu foi a melhor coisa para aquela sessão. Numa das ondas que levei, acabei por ficar muito tempo lá em baixo. Sem conseguir vir ao de cima e a acusar alguma ansiedade, puxei  o cordel do colete soltando o ar inserido na bomba, e insuflou todo o colete á volta. Ainda no meio do turbilhões e já quase sem ar, vim cá para cima passados alguns segundos. Realmente, fez a diferença. Foi incrível. Segundo o Grego quando veio me buscar houve uma segunda onda a seguir que já tinha rebentado e eu ainda estava debaixo de agua. Mas quando chegou ao pé de mim esfarelou e já vinha em espuma fraca não me afectando muito. Eu que puxei o cordel apenas quando me senti aflito, imaginem se não o tivesse feito...  
 
ST- Quando posto à prova (e ao que sei, foi posto à prova um par de vezes…) qual a sensação e como recomendam o uso.
 
JG – Ontem nao precisei de accionar nenhuma vez o meu colete. Mas a sua utilização e bastante fácil e intuitiva, temos 4 puxadores na zona do peito e ombros que servem para abrir o ar comprimido e encher o colete, depois e esperar para chegar a superfície. Para vazar, há apenas um  puxador nas costas. O Ruben numa das ondas enormes que levou na cabeçaa abriu o colete e sem dúvida o ajudou muito a vir ao de cima.
 
RG - Sim. Recomendo a qualquer um que queira fazer isto. Super confortável e fácil de usar.  Aliás nunca tinha usado nenhum e isto foi algo que me abriu os olhos e ainda deu me mais confiança.
Para a remada é do melhor pois deitas-te na prancha e remas sem que nada te incomode. Depois, em caso de urgência, puxas o cordel da bomba e lá vais tu "tipo foguete"  para a superfície.
 
 
 
 

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