Maria Salgado Maria Salgado - WSL / Laurent Masurel domingo, 30 agosto 2026 16:00

Maria Salgado é Vice Campeã em Pantín e escreve história com o melhor resultado da carreira na WSL

A campeã nacional terminou como vice-campeã do ABANCA Pantín Classic Galicia Pro, naquele que é o melhor resultado da sua carreira numa prova QS.

 

Apenas a australiana Sierra Kerr, líder do Challenger Series, conseguiu travar a portuguesa numa final em que o mar praticamente não deu oportunidades. Maria Salgado assinou este domingo, na Galiza, um dos resultados mais importantes da sua ainda jovem carreira. A surfista portuguesa terminou em 2.º lugar no ABANCA Pantín Classic Galicia Pro, prova QS 6000, alcançando o seu melhor resultado de sempre no circuito Qualifying Series da World Surf League.

A campeã nacional chegou à final depois de uma campanha de grande consistência, sendo também a melhor surfista europeia da competição, num evento particularmente importante por permitir aos atletas optarem pela contabilização dos pontos para o ranking do Challenger Series ou para o ranking regional QS

Duas campeãs europeias pelo caminho

Maria Salgado começou o dia decisivo com uma vitória convincente nos quartos de final frente à espanhola Carla Morera de la Vall, num confronto entre as duas mais recentes campeãs europeias juniores.

A portuguesa somou 12,50 pontos, contra 8,40 da espanhola, garantindo a presença nas meias-finais.

Aí surgiu mais um teste de peso: Janire Gonzalez Etxabarri, campeã europeia em título e atual líder do ranking europeu.

Maria voltou a responder. Com 12,16 pontos, superou os 9,27 da espanhola e carimbou a passagem à primeira final QS 6000 da sua carreira.

Uma única onda fez a diferença na final

Na decisão do título, Maria Salgado encontrou Sierra Kerr, também com 19 anos e atualmente líder do ranking do Challenger Series.

A final acabou, porém, por ser condicionada pela escassez de ondas com verdadeiro potencial.

Logo no início do heat, Kerr encontrou aquela que acabaria por ser a principal oportunidade da bateria e aproveitou-a para conseguir 7,50 pontos. A australiana construiu depois um total de 13,10, enquanto Maria passou grande parte da final à procura de uma onda que lhe permitisse responder.

Essa oportunidade nunca apareceu.

Sem conseguir encontrar duas ondas com potencial de pontuação, Salgado terminou com apenas 5,17 pontos, um resultado que não traduz o nível de surf apresentado pela portuguesa ao longo de toda a competição.

Sierra Kerr conquistou assim a vitória, mas Maria Salgado saiu de Pantín com um resultado que confirma a sua crescente afirmação no panorama internacional.

4680 pontos e uma posição cada vez mais interessante

O segundo lugar valeu a Maria Salgado 4680 pontos, colocando-a na vice-liderança do circuito europeu da WSL, atrás de Janire Gonzalez Etxabarri.

Mais importante ainda para as suas ambições internacionais, a portuguesa fica dentro do top 10 do Challenger Series e muito próxima dos seis primeiros lugares, posições que no final da temporada garantem o acesso ao Championship Tour de 2027.

Com a vitória em Pantín, Sierra Kerr reforçou ainda mais a liderança do Challenger Series e ficou numa posição privilegiada na corrida à qualificação para o principal circuito mundial.

Para Maria, o resultado representa sobretudo mais um salto numa temporada em que tem vindo a aproximar-se progressivamente da elite.

Agora, Portugal

E não haverá praticamente tempo para descansar.

O circuito segue agora diretamente da Galiza para Leça da Palmeira, onde, entre 1 e 6 de setembro, se realiza o Norte Surf Fest, nova prova QS 6000 do calendário internacional.

Tal como Pantín, a etapa portuguesa permitirá pontuar para o circuito regional ou para o Challenger Series, dando a Maria Salgado uma nova oportunidade para aproveitar o excelente momento competitivo e continuar a aproximar-se dos lugares de qualificação para o CT.

Depois do melhor resultado da carreira na WSL, a campeã nacional chega ao Porto com confiança reforçada e com a luta pelos lugares cimeiros do Challenger Series cada vez mais presente.

Maria foi a melhor portuguesa em Pantín

Maria Salgado foi a única representante nacional a alcançar o dia decisivo da competição.

No feminino, Érica Máximo terminou na 17.ª posição, enquanto no masculino os melhores resultados portugueses pertenceram a Frederico Morais, Afonso Antunes e Francisco Ordonhas, todos classificados no 25.º lugar.

Mas o grande resultado português pertenceu a Maria Salgado: vice-campeã de um QS 6000, melhor europeia em Pantín e cada vez mais perto da luta pelo Championship Tour.

  • Créditos fotos: Mazurel / WSL

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