Renato Hickel explica no webcast ao comentador da WSL sobre a decisão e previsões / Frame do vídeo segunda-feira, 24 agosto 2026 19:43 Fiji Pro adiado por um dia: amanhã, terça-feira, Cloudbreak irá acordar com ondas de 8 a 10 pés
a previsão aponta para um arranque em grande já amanhã, com três dias de boas condições e a possibilidade de um swell ainda maior no final da janela.
A WSL decidiu não avançar com a competição esta terça-feira nas Fiji. O novo swell ainda não chegou a Cloudbreak, mas a previsão aponta para um arranque em grande já amanhã, com três dias de boas condições e a possibilidade de um swell ainda maior no final da janela.
O Fiji Pro 2026 não vai arrancar esta terça-feira em Cloudbreak. As condições apresentaram-se abaixo do esperado durante a manhã e a organização da World Surf League optou por colocar a competição em espera, deixando o lineup disponível para os surfistas treinarem.Renato Hickel explicou durante a chamada oficial que o swell ainda não tinha chegado, algo confirmado logo ao início da manhã por Nathan Hedge, que estava dentro de água em Cloudbreak e enviou imagens das condições à organização.
A expectativa é que o mar comece a subir depois da hora de almoço, preparando um cenário completamente diferente para quarta-feira.
Cloudbreak de 8 a 10 pés para o arranque
Se a previsão se confirmar, a espera poderá valer a pena.Para quarta-feira, 26 de agosto, são esperadas ondas com faces entre 8 e 10 pés, condições que poderão permitir colocar imediatamente em ação as provas masculina e feminina.
“Amanhã o swell estará aqui e esperamos faces de 8 a 10 pés para o primeiro dia de competição”, adiantou Hickel.
A organização trabalha neste momento com uma janela particularmente interessante de três possíveis dias de competição — 26, 27 e 28 de agosto. Depois do primeiro pico de ondulação, o swell deverá perder alguma dimensão no segundo dia, mas as previsões continuam a apontar para ondas na ordem dos 5 a 8 pés no terceiro, oferecendo condições suficientes para avançar significativamente no quadro competitivo.
Yolanda Hopkins e Francisca Veselko à espera da estreia
Entre as surfistas que aguardam pela estreia estão as portuguesas Yolanda Hopkins e Francisca Veselko, numa etapa especialmente exigente devido às características de Cloudbreak.
Na ronda inaugural feminina, Yolanda terá pela frente a francesa Tya Zebrowski, enquanto Francisca Veselko mede forças com a bicampeã mundial australiana Tyler Wright.
Com Cloudbreak a poder apresentar-se já com dimensão considerável no arranque, a leitura do lineup, a escolha de ondas e o desempenho nos tubos poderão assumir desde logo um papel decisivo.
Um swell ainda maior pode estar a caminho
E há outra informação que poderá tornar esta edição do Fiji Pro particularmente interessante.Segundo Hickel, os últimos três dias da janela de competição apresentam atualmente sinais da chegada de um swell ainda maior.Há, contudo, uma ressalva importante: esse sistema ainda não se formou e, por isso, existe bastante margem para alterações na previsão.Ainda assim, os sinais são animadores. Hickel revelou que tanto o modelo meteorológico europeu como o americano apontam atualmente para esse cenário, aumentando a possibilidade de a WSL guardar algumas das rondas decisivas para um Cloudbreak de grande dimensão.
“Vamos ser abençoados aqui e ter um evento e uma semana incríveis nas Fiji”, antecipou Renato Hickel.
Depois de um primeiro dia de espera, o Fiji Pro poderá assim passar rapidamente do modo standby para aquilo que todos esperam desta etapa: os melhores surfistas do mundo num Cloudbreak sólido, perfeito e com tubos capazes de decidir heats — e talvez até influenciar a corrida ao título mundial.
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