A Consciência das Pessoas e Governos dos países mais desenvolvidos está a ditar regras importantes segunda-feira, 15 junho 2026 20:59 Reino Unido prepara proibição das redes sociais para menores de 16 anos
anunciou esta segunda-feira o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Keir Starmer defende que o acesso precoce às plataformas digitais está a prejudicar o desenvolvimento, o sono, a leitura e a saúde mental das crianças
O Reino Unido vai avançar com a proibição do acesso de menores de 16 anos às principais aplicações de redes sociais, anunciou esta segunda-feira o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
A medida, que ainda não tem data definida para entrar em vigor, aproxima o Reino Unido de países como a Austrália, que já avançaram com legislação semelhante para limitar o acesso de crianças e adolescentes às plataformas digitais.
Segundo Starmer, as redes sociais estão a ter um impacto negativo crescente no bem-estar das crianças, contribuindo para problemas de saúde mental, dificuldades de concentração, perturbações do sono e menor capacidade de socialização.
“As redes sociais estão a tornar as crianças infelizes. Estão a facilitar que os agressores as assediem e maltratem, e podem até estar a prejudicar a sua saúde mental”, afirmou o primeiro-ministro britânico.

Plataformas desenhadas para prender a atenção
Keir Starmer defendeu que as principais redes sociais expõem os menores a conteúdos perigosos e que os seus mecanismos são desenhados para captar e manter a atenção dos utilizadores durante o maior tempo possível.
“Estão a expô-las a conteúdos perigosos, porque é isso que chama a atenção. Estão concebidas para serem viciantes”, sustentou.
Para o chefe do Governo britânico, o acesso precoce às redes sociais tem efeitos diretos no desenvolvimento das crianças, nomeadamente no rendimento escolar, nos hábitos de leitura, na capacidade de relacionamento social e até na qualidade do sono.
Starmer reconheceu que as redes sociais podem ter aspetos positivos para os jovens, mas afirmou que governar implica fazer escolhas e que, neste caso, uma proibição total para menores de 16 anos é a decisão certa.
Medida difícil de aplicar
O primeiro-ministro britânico admitiu que a aplicação da medida não será simples. Enfrentar as grandes empresas tecnológicas, legislar sobre o tema e garantir o cumprimento da proibição serão alguns dos principais desafios.
Ainda assim, Starmer garantiu que o Governo pretende avançar.
Além da limitação ao acesso às redes sociais, o executivo britânico quer também obrigar as plataformas de jogos online a impedir que crianças possam conversar com estranhos, numa tentativa de reforçar a proteção dos menores em ambientes digitais.
Tendência internacional
A decisão do Reino Unido insere-se numa tendência internacional de maior regulação do acesso de menores às plataformas digitais.
Países como a Austrália, o Canadá, o Brasil e a Indonésia já introduziram legislação, anunciaram restrições ou estudam requisitos baseados na idade para limitar o contacto das crianças com redes sociais e outros serviços online.
O debate tem ganho força nos últimos anos, à medida que aumentam as preocupações com o impacto das redes sociais na saúde mental dos jovens, no cyberbullying, na exposição a conteúdos impróprios e na dependência digital.
No Reino Unido, a proposta deverá agora passar por um processo legislativo e regulamentar antes de poder entrar em vigor.




