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Erin Brooks e Seth Moniz vencem o Outerknown Tahiti Pro em Teahupo’o
Foi um desfecho em grande de vários dias de competição em Teahupo’o...
O Outerknown Tahiti Pro 2026 chegou ao fim esta quinta-feira em Teahupo’o, com Erin Brooks e Seth Moniz a conquistarem as vitórias na sétima etapa do Championship Tour da World Surf League.

Na final feminina, Erin Brooks protagonizou um duelo de grande nível com Anat Lelior. A canadiana terminou com 17,20 pontos, somando duas notas excelentes de 8,93 e 8,27, contra os 16,33 pontos da israelita, que respondeu com um 8,33 e um 8,00.

No masculino, Seth Moniz levou a melhor sobre Griffin Colapinto. O havaiano construiu a vitória com duas ondas de 9,07 e 8,50 pontos, terminando com 17,57, enquanto o norte-americano somou 14,67 pontos, com 7,67 e 7,00.
Foi um desfecho em grande de vários dias de competição em Teahupo’o, numa etapa marca
O Outerknown Tahiti Pro 2026 chegou ao fim com Erin Brooks e Seth Moniz a inscreverem os seus nomes na lista de vencedores de uma das etapas mais emblemáticas e exigentes do Championship Tour (CT).
Depois de vários dias marcados por constantes alterações das condições, Teahupo’o apresentou-se no dia decisivo com ondas tubulares de quatro a seis pés, proporcionando algumas das melhores baterias de toda a competição.
Erin Brooks dá a volta numa temporada difícil
Aos 19 anos, Erin Brooks conseguiu no Taiti a sua primeira vitória enquanto surfista efetiva do Championship Tour. A canadiana já tinha vencido o Fiji Pro em 2024, mas nessa ocasião competia como wildcard.
Brooks chegou a Teahupo’o depois de uma primeira parte da temporada complicada, sem conseguir atingir as fases decisivas das provas. No Taiti, porém, tudo mudou. Pelo caminho, eliminou Tya Zebrowski, Carissa Moore, a campeã mundial em título Molly Picklum e Isabella Nichols, antes de encontrar Anat Lelior na final.
E a decisão feminina foi uma autêntica batalha de tubos.

Lelior começou melhor e chegou mesmo a colocar Brooks em situação de combinação, depois de conseguir duas excelentes ondas de 8,33 e 8,00 pontos.Mas a canadiana respondeu quando mais precisava. Primeiro conseguiu um tubo de 8,27 pontos e, pouco depois, encontrou uma secção ainda mais longa e exigente, da qual saiu para receber 8,93 pontos.

Brooks virou assim uma final que parecia encaminhada para a israelita, vencendo por 17,20 contra 16,33 pontos, numa bateria em que as duas surfistas somaram quatro notas no patamar excelente.
A vitória permitiu-lhe ainda subir sete posições no ranking mundial, para o 11.º lugar.
Anat Lelior faz história
Apesar de ter ficado muito perto da vitória, Anat Lelior saiu de Teahupo’o com o melhor resultado da sua carreira. A surfista de 26 anos tornou-se na primeira representante de Israel a alcançar uma final do Championship Tour, depois de uma campanha em que eliminou Sally Fitzgibbons, Gabriela Bryan, Kelia Gallina e, nas meias-finais, a portuguesa Yolanda Hopkins.

O segundo lugar permitiu-lhe subir ao 14.º posto do ranking mundial, entrando igualmente na luta pelo título de Rookie of the Year.
Seth Moniz vence finalmente no Championship Tour
No quadro masculino, a vitória teve um significado especial para Seth Moniz.
Na sua sétima temporada no Championship Tour, o havaiano conseguiu finalmente vencer uma etapa do circuito mundial. Até agora, o seu melhor resultado tinha sido o segundo lugar em Pipeline, em 2022, precisamente na última vitória de Kelly Slater naquela prova.

E Moniz teve de ultrapassar um autêntico campo minado até chegar ao topo.
Eimeo Czermak, Yago Dora, Barron Mamiya, Alan Cleland e o atual número 1 mundial, Italo Ferreira, foram alguns dos adversários que ficaram pelo caminho antes de Moniz encontrar na final Griffin Colapinto, seu amigo desde a infância.

Colapinto entrou melhor na bateria, mas Moniz respondeu com um tubo de 8,50 pontos. Depois de assumir a liderança, o havaiano encontrou uma onda maior e mais profunda para receber 9,07 pontos, deixando o adversário a precisar de uma nota praticamente perfeita.
Moniz ainda melhorou a sua pontuação antes do final, confirmando uma vitória há muito procurada e uma das melhores prestações da sua carreira em competição.

O resultado oficial da final foi de 18,17 pontos para Seth Moniz contra 14,67 de Griffin Colapinto.
A vitória teve ainda enorme importância para as contas da permanência no circuito. Depois de passar grande parte da temporada nos lugares mais baixos da classificação, Moniz subiu 12 posições, para o 19.º lugar do ranking mundial.
Colapinto regressa ao top 10
Apesar da derrota na final, Griffin Colapinto assinou no Taiti a sua melhor prestação da temporada.
Vice-campeão mundial em 2025, o norte-americano chegou à segunda final consecutiva em Teahupo’o e subiu quatro posições no ranking, passando a ocupar o 8.º lugar.

Colapinto protagonizou ainda um dos grandes momentos da competição ao conseguir uma onda perfeita de 10 pontos e um total de 19,60 pontos, deixando a sua marca numa edição particularmente exigente do Tahiti Pro.
Yolanda Hopkins entre as grandes figuras do Tahiti Pro
Para Portugal, esta edição de Teahupo’o ficará inevitavelmente marcada pela extraordinária prestação de Yolanda Hopkins.

A portuguesa derrotou Caitlin Simmers nos quartos de final por 12,33 contra 6,90 pontos, garantindo pela primeira vez na carreira a presença nas meias-finais de uma etapa do Championship Tour.
A caminhada de Yolanda só terminou diante de Anat Lelior. Numa bateria em que as ondas com bons tubos não sorriram à portuguesa, a israelita venceu por 12,50 contra 3,43 pontos, seguindo posteriormente até à final.
O 3.º lugar de Yolanda Hopkins representa o melhor resultado da sua carreira no Championship Tour e completa uma edição memorável do Tahiti Pro, marcada por grandes tubos, várias surpresas e pelas primeiras vitórias de Erin Brooks, enquanto membro efetivo do CT, e Seth Moniz entre a elite mundial.
- Créditos fotos: WSL / Matt Dunbar - Hanna Handerson






