ausleisure.com.au ausleisure.com.au terça-feira, 18 agosto 2026 22:53

Austrália prepara uma “Super Liga” de surf profissional por equipas

Surfing Super League arranca em 2028 com um formato pensado para televisão, provas de 90 minutos e competição por equipas em algumas das praias mais emblemáticas do país...

O surf australiano prepara-se para experimentar um conceito que pretende aproximar a modalidade do modelo das grandes ligas profissionais. A Surfing Super League (SSL) tem estreia anunciada para 1 de janeiro de 2028 e propõe uma competição profissional por equipas, com horários definidos e um formato concebido especificamente para transmissões televisivas.

A primeira temporada deverá passar por oito praias australianas, com cada evento concentrado em apenas 90 minutos. A promessa dos responsáveis passa por oferecer ação contínua, pontuações fáceis de acompanhar e, sobretudo, previsibilidade de horários — uma das dificuldades que historicamente acompanha as competições de surf dependentes das condições do mar.

Por detrás do projeto está Chris Mater, antigo CEO da Surfing Australia e profissional com uma longa passagem pela Red Bull na Austrália e nos Estados Unidos. Na carta de apresentação da nova liga, Mater coloca uma questão no centro do projeto: como pode um país capaz de produzir tantos dos melhores surfistas do planeta continuar a oferecer tão poucas possibilidades para construir uma carreira profissional sustentável dentro de portas?

A resposta da SSL passa pelo surf por equipas. Em vez de depender exclusivamente do desempenho individual, haverá treinadores, decisões táticas, companheiros de equipa e uma componente territorial destinada a criar identificação entre os adeptos, as equipas e as respetivas comunidades costeiras.

Surf pensado para televisão

A ambição é clara. Os promotores estudaram modelos como a Formula 1, NFL, NBA, IPL, NRL e Big Bash League, procurando transportar para o surf dois elementos que consideram fundamentais: um produto pensado para transmissão em direto e equipas capazes de criar rivalidades e comunidades de adeptos.

A organização salienta, contudo, que a Surfing Super League não pretende substituir o surf profissional individual nem competir diretamente com ele. O objetivo passa por acrescentar uma nova plataforma ao ecossistema australiano, oferecendo oportunidades aos novos talentos, prolongando carreiras de surfistas estabelecidos e reforçando a ligação aos tradicionais Boardriders Clubs.

A primeira temporada só chega em 2028, pelo que ainda haverá muito para conhecer sobre equipas, surfistas, praias, sistema competitivo e modelo financeiro.

Mas a ideia merece atenção. Num país onde o surf faz parte da identidade desportiva nacional, a SSL quer descobrir se é possível transformar a cultura dos Boardriders numa verdadeira liga profissional de verão.

 

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