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quinta, 31 outubro 2019 10:25

ORGANIZAÇÃO CRIA SISTEMA DE LIMPEZA DE PLÁSTICOS NOS RIOS

Prevenindo que cheguem aos oceanos...

Em 2013, e com apenas 18 anos de idade, o holandês Boyan Slat criou o Ocean Cleanup, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias avançadas para livrar os oceanos de plástico.

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos principalmente a partir dos rios. O plástico que flutua pelos oceanos não desaparece por si só. Portanto, solucionar a poluição do plástico oceânico exige uma combinação de conter o fluxo e limpar o que já foi acumulado.

Os rios são a principal fonte de poluição por plásticos nos oceanos. São as artérias que transportam resíduos da terra para o oceano. Uma pesquisa da Ocean Cleanup constatou que 1000 rios são responsáveis por aproximadamente 80% da poluição e trabalhou numa forma de intercetar plásticos antes que estes cheguem aos oceanos criando o Interceptor, um  catamarã 100% movido a energia solar que extrai plástico de forma autónoma e pode ser colocado na maioria dos rios mais poluentes do mundo.

Juntamente com empresas e governos de todo o mundo, a organização de preservaçao ambiental planeia enfrentar 1000 dos rios mais poluentes do mundo nos próximos cinco anos estando já presente dois protótipos em Cengkareng Drain, um rio na Indonésia, e no Rio Kelang (Klang River) em Kuala Lumpur.

Para além intercetar plásticos nos rios com o Interceptor, a organização também está empenhada em solucionar a poluição do plástico oceânico.

Como a própria organização refere no seu site, uma percentagem significativa do plástico que entra nos oceanos a partir de rios e outras fontes entra em grandes sistemas de correntes oceânicas rotativas, também conhecidas como giros. Uma vez preso num giro, o plástico decompõe-se lentamente em microplásticos e torna-se cada vez mais fácil confundir os alimentos com a vida marinha.

Seguir o plástico nos trechos de lixo com redes seria caro, demorado, trabalhoso e levaria a grandes quantidades de emissão de carbono e captura acessória. É por isso que a organização está a desenvolver uma tecnologia passiva de limpeza oceânica, que se move com as correntes - assim como o plástico - para capturá-la. Ao implantar uma frota de sistemas, a Ocean Cleanup calcula ser capaz de remover 50% do Grande Depósito de Lixo do Pacífico a cada cinco anos.

Segundo a organização, o plástico concentrado será trazido de volta à costa para reciclagem e vendido para empresa para o consumidor (B2C) sendo que a receita obtida ajudará a financiar a expansão da limpeza para os outros quatro giros oceânicos.

A organização é uma lufada de ar fresco numa altura em que a poluição oceânica é uma preocupação tão grande.

Podes conhecer melhor a forma de ação da organização no seu site e conhecer o funcionamento do Interceptor no vídeo abaixo.  


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