Mais de 50 milhões de quilos de plástico retirados dos oceanos de todo o Mundo sexta-feira, 13 março 2026 08:35

Mais de 50 milhões de quilos de plástico retirados dos oceanos de todo o Mundo

Pela organização The Ocean Cleanup...

 

A organização The Ocean Cleanup anunciou que já retirou dos oceanos mais de 50 milhões de quilos de plástico, num marco impressionante para um projeto que começou há pouco mais de uma década como uma ideia de um estudante holandês.

Fundada por Boyan Slat, que em 2013 apresentou ainda muito jovem uma solução para o problema do plástico marinho, a iniciativa foi recebida na altura com algum ceticismo. Mas, depois de vários obstáculos técnicos e de um arranque difícil, a organização acabou por conseguir desenvolver sistemas e estratégias cada vez mais eficazes para recolher resíduos em grande escala.

Parte importante deste progresso está ligada ao conhecimento mais preciso sobre a origem do lixo plástico. Um estudo publicado em 2021 apontou que cerca de 80% do plástico que chega ao oceano tem origem em mil rios, o que levou a organização a reforçar o foco não apenas na limpeza do mar, mas também na interceção do problema junto das suas principais fontes.

Foi nesse contexto que surgiu o programa 30 Cities, centrado em áreas urbanas com infraestruturas mais vulneráveis ou insuficientes no tratamento de resíduos. Através deste programa, a organização tem realizado ações em zonas costeiras, fozes de rios, mangais, praias e recifes-barreira, em colaboração com autoridades locais.

Ainda este ano, a The Ocean Cleanup prevê instalar soluções Interceptor em Barranquilla (Colômbia), Santo Domingo (República Dominicana), Mumbai (Índia), Jacarta, Denpasar e Tasikmalaya (Indonésia), Kuala Lumpur (Malásia), Cidade do Panamá (Panamá) e região da Baía de Manila (Filipinas). A organização diz que esta nova fase permitirá uma escala de operação muito superior à dos últimos anos.

O processo envolve estudos prévios, recolha de dados, licenciamento, desenvolvimento de parcerias e adaptação tecnológica a cada realidade geográfica. Depois da instalação dos sistemas de interceção, o acompanhamento é feito com recurso a drones, GPS, câmaras remotas e outros meios de monitorização.

O objetivo de Boyan Slat continua a ser ambicioso: eliminar a maior parte do plástico flutuante nos oceanos até 2040. Para isso, o fundador da organização defende que será necessário reforço adicional de financiamento, permitindo ampliar a escala das operações.

Num momento em que a poluição marinha continua a ser uma das maiores ameaças aos ecossistemas costeiros e oceânicos, este marco representa um sinal positivo - e mostra que, com tecnologia, persistência e investimento, é possível transformar uma ideia em impacto real no mar.

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