DingShacks quer tornar-se na Wikipédia das reparações de pranchas de surf
Nova plataforma já reúne mais de 870 oficinas, shapers e reparadores em destinos de surf de todo o mundo
Partir uma prancha durante uma viagem de surf é uma situação familiar para muitos surfistas. O problema agrava-se quando o acidente acontece longe de casa e encontrar alguém de confiança para fazer a reparação se transforma numa autêntica caça ao tesouro.
Foi precisamente dessa experiência que nasceu o DingShacks, uma nova plataforma criada por surfistas para surfistas que pretende reunir oficinas de reparação de pranchas, shapers e reparadores locais numa única base de dados acessível a toda a comunidade.
Uma ideia nascida de uma necessidade real
O projeto foi idealizado por Jan Steinhoff, surfista e viajante frequente, que ao longo dos anos se viu repetidamente confrontado com a dificuldade de encontrar locais fiáveis para reparar as suas pranchas durante viagens ou mudanças para novos destinos.
"Todos nós temos aquela prancha especial em que confiamos e queremos ter a certeza de que fica nas mãos certas quando precisa de uma reparação", explica a equipa do projeto.
Mas o DingShacks não nasceu apenas para ajudar surfistas. A plataforma pretende também valorizar os inúmeros shapers e reparadores independentes que trabalham diariamente nos bastidores da indústria do surf.
"São pessoas criativas, muitas vezes autodidatas, apaixonadas pelas pranchas e pela cultura do surf. Queremos ajudá-las a serem encontradas e reconhecidas pelo trabalho que fazem", refere a equipa.
Mais de 870 oficinas já identificadas
Atualmente, o diretório reúne já 872 oficinas e reparadores distribuídos por mais de 25 destinos de surf em todo o mundo. O objetivo é continuar a crescer através da participação da comunidade, permitindo que qualquer utilizador recomende o seu reparador favorito ou adicione novas localizações à plataforma.
A filosofia do projeto é simples: criar uma espécie de "Wikipedia das reparações de pranchas de surf", onde a informação é construída e enriquecida pela própria comunidade surfista.
A inclusão de oficinas e reparadores é gratuita. Posteriormente, os proprietários podem reclamar a sua página, atualizar informações, responder a avaliações e personalizar o respetivo perfil mediante uma pequena taxa anual destinada à manutenção da plataforma.

Uma ferramenta para surfistas e para os profissionais do setor
Entre os planos futuros estão a possibilidade de personalização avançada das páginas dos reparadores, integração de fotografias, sistemas de reserva de serviços e ferramentas que permitam aos utilizadores encontrar mais facilmente o profissional indicado para cada tipo de reparação.
A equipa espera duplicar o número de localizações registadas até ao final de 2026 e transformar o DingShacks na principal referência mundial para quem procura reparar uma prancha de surf, esteja onde estiver.
O diretório pode ser consultado em dingshacks.com onde surfistas e profissionais podem contribuir para o crescimento desta comunidade global dedicada à preservação daquilo que mais importa: manter as pranchas dentro de água.

Portugal entre os destinos com potencial de crescimento
Com algumas das mais procuradas regiões de surf da Europa, Portugal surge naturalmente como um dos mercados onde o DingShacks poderá continuar a crescer. Desde a Ericeira e Peniche à Costa Vicentina, passando pelo Algarve, Madeira e Açores, milhares de surfistas nacionais e estrangeiros procuram todos os anos serviços de reparação rápidos e de confiança para manterem as suas pranchas em ação.
A plataforma pretende precisamente facilitar essa ligação entre surfistas e reparadores locais, contribuindo para dar visibilidade a profissionais que desempenham um papel essencial na comunidade surfista.
- Link: dingshacks.com






