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quarta, 04 março 2015 16:24

MARK RICHARDS: “O QUE ME FAZ FELIZ? SEXO E TUBOS”

A história do australiano que foi quatro vezes campeão mundial.

 

 

Surfista australiano, nascido a 1957, em Newcastle, New South Wales, foi o primeiro a conquistar quatro títulos mundiais consecutivos, entre 1979 e 1982. Começou a surfar com seis anos, e em 1972 ficou em 2º lugar nos campeonatos nacionais australianos, atrás do inovador Simon Anderson (o revolucionário das três quilhas), e chegou à equipa nacional que competiu nos World Surfing Championships na Califórnia.

 

A sua grande estreia internacional deu-se em 1975, quando viajou para o Havai e ganhou duas provas (Smirnoff Pro-Am em Waimea Beach e World Cup em Sunset Beach), que lhe renderam nove mil dólares, uma soma inimaginável para um surfista na altura.

 

Na época, o realizador de filmes de surf, Bill Delaney estava por lá para filmar o filme Free Ride, que inicialmente estava pensado para os surfistas Wayne Bartholomew e Shanu Tomson, mas Mark era demasiado bom para ficar de fora, e a sua prancha amarela e vermelha destacava-o ainda mais no line up. Acabou, assim, por fazer parte de uma geração revolucionária, que ficaria conhecida como ‘Free Ride Generation’.

 

Mark tinha um estilo peculiar de surfar e de posicionar o corpo - com os braços bem abertos e os pulsos virados para cima - que lhe valeu a alcunha de ‘Wounded Gull’ (cegonha ferida). Mas a realidade é que desenhava linhas rápidas, suaves e polvilhadas com manobras espetaculares.

 

A sua personalidade confiante, mas humilde, também lhe granjeou muito carinho no mundo do surf. Era conhecido por usar um fato prateado e ter o logotipo do Super Homem na prancha. Questionado na época pela Surfer sobre o que o fazia feliz respondeu: “Sexo e Tubos”.

 

O australiano parecia imparável durante os anos em que conquistou os quatro títulos mundiais. Em 1979 falhou quatro dos 13 eventos e chegou à última etapa no Havai em 4º lugar do ranking. Naquele que seria um dos finais mais emocionantes de sempre, os três surfistas que seguiam à sua frente foram sendo eliminados - Richards venceria a etapa e o título mundial. Em 1980 o título foi mais tranquilo, com quatro etapas ganhas; em 1981 e 1982 a corrida foi mais apertada, mas terminou com o mesmo desfecho. O principal rival na altura era o compatriota Cheyne Horan, que terminou em 2º nas épocas de 1979, 1981 e 1982.

 

Mark Richards retirou-se do surf profissional em full time no final da época de 1982. Com ele levou quatro vitórias no Rip Curl Pro Bells Beach, duas no Stubbies Pro, duas no Gunston 500, venceu o Duke Kahanamoku uma vez e esteve em quatro finais; venceu o Pipe Masters uma vez, e participou em quatro finais. Em 1985 entrou e venceu no Billabong Pro em Waimea, título que repetiu no ano seguinte, o último troféu de uma carreira ímpar. A Surfer considera-o o 5º melhor surfista de todos os tempos. 

Hoje em dia dedica-se ao shape, e tem um negócio próprio na sua terra natal, Newcastle. 


Fotos: Jeff Divine


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