SHANE BESCHEN: O ‘PERFECT 30’

Um dos grandes nomes de San Clemente, Califórnia.

 

 

Numa altura em que o mundo do surf está de olhos postos no Hurley Pro Trestles, em San Clemente, na Califórnia, recordamos um os grandes surfistas que o Sul da Califórnia trouxe ao mundo.

 

Shane Beschen é o seu nome. Nascido em 1972, o surfista regular começou aos 10 anos, tendo sido contemporâneo de outros nomes sonantes como Dino Andino (pai de Kolohe), Christian Fletcher e Matt Archbold.

 

O californiano tornou-se profissional aos 17 anos, após ter competido em diversas provas nos escalões mais jovens, onde invariavelmente era batido por… Kelly Slater. Em 1992, ainda sem patrocinador, venceu o tour Professional Surfing Association of America. No ano seguinte terminou o World Tour em 11º lugar, tendo mantido um lugar entre os 10 melhores do mundo nos cinco anos seguintes, com dois quartos lugares (1994 e 1998), e um 2º em 1996, atrás de Kelly Slater.

 

Por altura de 1998, Shane já tinha vencido quatro etapas do World Tour, onde se incluem uma vitória espetacular no Quiksilver Pro Grajagan, na Indonésia, e a ‘vingança’ frente a Kelly Slater, que derrotou perante 40 mil pessoas em Huntington Beach, onde se destacou também pela recusa em usar leash.

 

Shane deixou o seu lugar na história ao ser o único surfista a conseguir um ’30 Perfeito’, numa época em que ainda eram consideradas as três melhores notas de cada surfista durante as baterias. O feito foi alcançado no Billabong Pro Kirra, na Austrália.

 

 

Beschen teve altos e baixos no Tour, e em 1998 causou polémica ao afirmar que se sentia como “um negro na África do Sul, há 50 anos, e todos os juízes eram brancos”. No ano seguinte faltou propositadamente a algumas etapas e foi multado em 10 mil dólares. O americano foi caindo no ranking e acabou por falhar a entrada em 2002, tendo conseguido regressar em 2004, mas apenas para andar dois anos no fundo da tabela.

 

 

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