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terça, 30 abril 2019 08:36

DIA 1 DE MAIO MILHARES DE PESSOAS VÃO MARCHAR A PARTIR DA ROTUNDA DO CASTELO DO QUEIJO

Dia 01 de Maio em defesa do ambiente nas cidades do Porto em Matosinhos haverá uma marcha.

 

Falamos com Humberto Silva, o homem que deu origem ao maior movimento de contestação da obra de extensão do molhe em Matosinhos. Humberto faz-nos um balanço sobre o que se tem vindo a passar desde o inicio do Movimento, "Diz Não ao Paredão" e explica qual vai ser a ação do dia 01 de Maio de 2019.

 

Esta obra que está a por em causa a qualidade de vida de todos quantos vivem nas cidades de Matosinhos e Porto terá amanhã dia 01 de Maio uma marcha de contestação.

 

- ENTREVISTA -

Surftotal: como corre tudo desde que foi feito o movimento?


Humberto Silva - O Movimento cresce de dia para dia, cada vez mais pessoas vão tendo conhecimento dos impactos deste projeto, o que leva a que haja um aumento de preocupação por parte da sociedade. O objectivo deste movimento, também é esse: trazer à luz os problemas que advêm de uma obra desta magnitude, para a população ter informação suficiente para conseguir tomar uma posição, de forma consciente.


Surftotal: A ação em abril foi azarada pelo tempo mas mesmo assim compareceu muita gente, como sentiste a situação?

Humberto Silva -Considero a nossa primeira manifestação um sucesso total. Ter perto de 700 pessoas, sob condições no mínimo adversas, naquela que foi a primeira ação pública do Diz Não Ao Paredão, é uma prova inequívoca da resiliência e do compromisso deste Movimento. Por isso, foi sem dúvida um momento gratificante e acredito que tal como eu, todos os participantes sentiram que aquilo era o início de algo maior.

 

CAMARA DE MATOSINHOS LIVE

 


Surftotal: Que tipo de pessoas podemos encontrar neste movimento?

Humberto Silva -Todos os tipos. Ninguém quer ver o ambiente e os negócios locais a serem prejudicados por uma macroestrutura, porque todos sabemos que uma cidade é tão rica quanto a diversidade que oferece aos seus habitantes e visitantes. Se no início era maioritariamente, malta ligada aos desportos de ondas, agora já não é assim; desde comerciantes, donos de restaurantes e cafés, figuras públicas, passando por empresários, moradores da cidade de Matosinhos, e claro, os surfistas que estão envolvidos desde o primeiro dia.


Surftotal: Próxima ação e porquê?

Humberto Silva - No próxima dia 1 de Maio às 10:30, temos marcada uma Marcha que irá partir da rotunda do Castelo do Queijo, em direção à praia de Matosinhos, com o objectivo de sensibilizar e chamar o município vizinho, para os problemas que também os afecta, como por exemplo a poluição e a erosão costeira, sobre a qual não há estudos nem qualquer menção no que toca a estes impactos na cidade do Porto.

Surftotal: Sentes que há um real envolvimento por parte das pessoas? As pessoas percebem que o problema é grave?


Humberto Silva - O envolvimento é grande, mas creio que ainda falta chegar a uma boa parte da população e conseguir demonstrar a gravidade dos impactos de que falamos. Continua a haver erradamente a tendência de remeter os problemas para os surfistas e a crença de que eles vão ser os únicos prejudicados. No entanto, continuaremos a fazer aquilo a que nos propusemos: informar e alertar, na esperança que a sociedade se aperceba a tempo, porque que depois da obra feita, todos os problemas, pequenos e grandes, se tornam irreversíveis.






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