Hara Surfboards: nova marca portuguesa aposta na cortiça para construir pranchas de alta performance
Criada pelo experiente shaper português Luís Lacrau, a Hara Surfboards combina cortiça, XPS e fibra de carbono numa construção que procura juntar performance, maior durabilidade e redução do impacto ambiental.
Nasce em Portugal uma nova marca de pranchas de surf. A Hara Surfboards é o mais recente projeto de Luís Lacrau, shaper português com um percurso internacional que inclui o desenvolvimento de modelos para marcas como Starboard, The Farm e RIVVER e trabalho como back shaper para nomes como DHD, Rusty e JR Surfboards.
A Hara parte de uma ideia pouco convencional: utilizar a cortiça como um dos principais elementos estruturais da prancha, procurando explorar as características naturais deste material português sem comprometer a performance.
A construção desenvolvida por Lacrau combina um núcleo em XPS, fibra de carbono e cortiça, solução que, segundo a marca, aumenta a resistência aos impactos e ao desgaste, mantendo simultaneamente a resposta e sensibilidade necessárias num surf de performance.

Cortiça portuguesa no centro da construção
A utilização da cortiça não surge apenas por razões ambientais. A Hara pretende demonstrar que os materiais alternativos podem trazer vantagens concretas ao comportamento e longevidade das pranchas.
Ainda assim, a componente ambiental é relevante. Segundo a marca, o processo de produção permite reduzir significativamente os desperdícios de fabrico, elimina a utilização de acetona e incorpora mais de 75% de materiais de origem biológica.
É uma abordagem que procura atacar um dos problemas históricos da indústria das pranchas: conjugar performance com maior durabilidade e processos de fabrico menos dependentes de materiais e químicos convencionais.

Três modelos para começar
A gama inicial da Hara é composta por três modelos, cada um disponível em dois tamanhos.
A Fish Wisdom, com preços a partir dos 845 euros, é uma fish larga e rápida, pensada sobretudo para proporcionar velocidade e diversão em ondas pequenas.
A Golden Eye, a partir dos 945 euros, ocupa um território entre uma shortboard e uma mid-length, procurando combinar surf técnico com linhas mais fluidas.
No topo da gama surge a Cosmic Egg, com preços a partir dos 1.145 euros, uma prancha mais comprida destinada a explorar linhas longas e uma abordagem diferente à leitura da onda.
As primeiras pranchas já passaram também pelos pés de surfistas como Tiago Stock Faria, Francisco Mittermayer e Vasco da Gama, com as sessões iniciais a servirem para testar a nova construção em condições reais.
Com desenvolvimento e produção em Portugal, a Hara entra assim num mercado altamente competitivo com uma proposta muito própria: usar um dos materiais naturais mais associados ao país para tentar construir uma prancha simultaneamente mais resistente, mais sustentável e capaz de responder às exigências do surf moderno.

- Link: harasurfboards.com
- Créditos fotos: harasurfboards.com
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