Do oceano à onda controlada: Peniche apresenta visão integrada do surf na BTL
Portugal não é apenas um destino de surf sazonal, mas um país com potencial para consolidar uma oferta estruturada ao longo do ano.
A BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa voltou a confirmar o lugar do surf como um dos grandes motores de atração turística em Portugal, com várias regiões costeiras a apresentarem a modalidade como “bandeira” estratégica. Entre os destaques esteve Peniche, que marcou presença com a equipa do Car Surf e com representantes ligados ao projeto da futura piscina de ondas em Óbidos, cuja conclusão está prevista para dezembro de 2026.
O tema esteve em evidência num painel que registou forte audiência e grande interesse do público, moderado por Paulo Ferreira e com participação de vários intervenientes, entre os quais José Farinha, Frederico Teixeira e Marcelo Martins. Ao longo da conversa, sublinhou-se novamente o posicionamento da Zona Oeste — e em particular Peniche, “capital da onda” — como território premium para o surf, tanto no oceano como em ambiente controlado, reforçando a importância da modalidade na economia local e na promoção internacional do destino.
Um dos pontos que gerou maior atenção foi precisamente a visão apresentada para a piscina de ondas de Óbidos. Segundo Marcelo Martins, o projeto pretende ir além da ideia de um espaço apenas “controlado e seguro”, ambicionando funcionar também como plataforma de transição e integração com o surf no oceano — ou seja, um complemento que pode ajudar na progressão técnica, na formação e na criação de novos públicos, mantendo a ligação natural ao surf de mar que define a identidade da região.
Para além de Peniche, outros municípios estiveram igualmente representados na BTL com o surf como ativo central, entre eles a Nazaré, a Figueira da Foz e a Ericeira, refletindo um consenso cada vez mais claro: o surf é hoje um dos elementos mais fortes na captação de turistas para Portugal, pela combinação única de costa atlântica, cultura local, qualidade de ondas e oferta crescente de experiências associadas.
A presença do surf na BTL reforça, assim, a ideia de que Portugal não é apenas um destino de surf sazonal, mas um país com potencial para consolidar uma oferta estruturada ao longo do ano — do surf oceânico às novas soluções em ambiente controlado — mantendo a Zona Oeste no centro desse crescimento.
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