Surfistas da Corunha mobilizam-se contra proibição de surfar em dias de alerta
Cerca de uma centena de pessoas concentraram-se na Fonte dos Surfistas para exigir um acordo....
....que permita a prática responsável durante avisos meteorológicos, criticando restrições “quase automáticas” com a ativação de alertas.
A contestação surge após a entrada em vigor da nova ordenação municipal de praias e de um protocolo autonómico para atividades no mar durante tempestades.
Cerca de uma centena de surfistas e simpatizantes concentraram-se esta semana na Fonte dos Surfistas, em A Coruña, para protestar contra as restrições impostas à prática do surf sempre que é ativado um alerta meteorológico. O movimento, que tem ganho força durante o inverno — período em que os avisos são mais frequentes — considera que as regras atuais estão a resultar, na prática, numa proibição quase automática do surf.
Segundo os promotores, a mobilização surge na sequência da aplicação da nova ordenação municipal das praias e de um protocolo autonómo que regula atividades no mar em episódios de tempestade. Para os surfistas, as medidas são excessivas e não refletem a realidade do oceano em todas as situações de aviso, defendendo que nem todos os dias com alerta — mesmo em níveis mais elevados — apresentam condições que justifiquem uma interdição total.
A Federação Galega de Surf também se juntou às críticas e pede que o conhecimento e experiência do próprio coletivo sejam considerados na criação de um protocolo específico, com diferenciação de níveis de risco e perfis de praticantes. A federação sublinha que um aviso laranja “implica precaução”, mas não deve significar proibição absoluta, alertando ainda para o impacto social e cultural destas medidas numa cidade com forte ligação histórica ao mar.
“O mar non se pecha, respéctase” foi um dos lemas mais ouvidos durante a concentração, num apelo à responsabilidade individual e à criação de regras mais ajustadas à realidade local.
“Juntámo-nos para defender a liberdade de surfar e desfrutar do mar com responsabilidade”, reforçam os organizadores.





