Surf Português despede-se de Luís Chaves, pioneiro e juiz da ASP
Surfista, fotógrafo e juiz internacional, Luís Chaves foi uma figura marcante no desenvolvimento do surf em Peniche e em Portugal.
O surf português perdeu hoje uma das suas figuras históricas. Luís Chaves, surfista de Peniche, antigo juiz da ASP - Association of Surfing Professionals, e um dos pioneiros do surf na região, faleceu deixando um profundo sentimento de perda na comunidade surfista.
O Peniche Surfing Clube e o CAR de Peniche reagiram à notícia com uma mensagem de homenagem, recordando o papel fundamental de Luís Chaves no crescimento do surf na região.
“O mar de Peniche perdeu hoje um dos seus maiores guardiões. O Luís foi muito mais do que um surfista apaixonado. Foi juiz internacional, impulsionador e um dos organizadores do histórico primeiro Campeonato Internacional de Surf em Peniche, em 1977.”

Para além do contributo desportivo, Luís Chaves teve também um papel importante na memória visual do surf em Peniche. Através da fotografia, registou momentos marcantes da evolução do surf na região.
“Foi através da sua lente e do seu olhar de exceção que grande parte da história do surf em Peniche foi imortalizada. As suas fotografias são, e sempre serão, testemunho vivo da nossa evolução”, referiu o clube.

Um juiz respeitado no surf nacional e internacional
Ao longo da sua carreira, Luís Chaves destacou-se também como juiz em campeonatos nacionais, europeus e mundiais de surf, sendo reconhecido pela sua capacidade de leitura das ondas e interpretação do surf dos atletas.
Para a Surftotal, que ao longo dos anos conviveu de perto com Luís Chaves em vários eventos, fica a memória de uma figura profundamente ligada ao surf.
Chaves era uma pessoa extremamente social, apaixonada pelo surf e alguém que contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento da modalidade, tanto a nível nacional como internacional. No painel de juízes era conhecido pela consistência e pela capacidade de avaliar com grande precisão as performances dos atletas.

Quem trabalhou com ele recorda-o como um júri exemplar, daqueles que errava pouco e que tinha uma leitura muito clara do surf, atribuindo notas justas e coerentes.
Mas acima de tudo, Luís Chaves será lembrado pela sua dimensão humana: uma pessoa simpática, bondosa, genuína e amiga.
Nos últimos anos era presença regular nas etapas portuguesas do circuito mundial da WSL em Peniche e na Nazaré, já não como juiz, mas como espectador atento e apaixonado pelo surf.
Luís deixa dois filhos, um deles surfista e antigo campeão nacional de Esperanças.
A comunidade do surf despede-se hoje de um verdadeiro homem do mar.
Obrigado por tudo, Luís.






