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segunda, 05 novembro 2018 17:11

Acidente no Baleal traz à baila o exagerado número de escolas de surf em Portugal

Aconteceu na passada sexta-feira… 

 

Um episódio recente com um surfista de nacionalidade estrangeira trouxe à baila a discussão do número de escolas exagerado em Portugal, como que a relembrar o que se passou em setembro na Costa de Caparica, alegadamente face à falta de espaço para a prática da modalidade

 

Desta vez, na Praia do Baleal, em Peniche, na passada sexta-feira, um aluno teve que ser levado para o hospital das Caldas da Rainha, com um corte no pescoço, após ter sido atingido por um surfista (estrangeiro) que se encontrava a fazer free surf

 

O episódio revoltou a comunidade, essencialmente por não existir uma fiscalização competente, e voltou a trazer para cima da mesa a discussão do número exagerado de escolas de surf em Portugal. Desta vez aconteceu em Peniche, mas este tipo de situação replica-se regularmente por várias zonas do país, incluindo a Ericeira, a Linha de Cascais, a Costa de Caparica e várias zonas do sul do país. 

 

De acordo com João Jardim Aranha, presidente da Federação Portuguesa de Surf, que tivemos oportunidade de entrevistar em maio, “O crescimento das escolas de surf tem sido enorme e está em consonância com o aumento do Turismo”, sendo que as licenças, dependendo do seu carácter, são passadas pelas Capitanias, a Federação Portuguesa de Surf, a ASAE e até o Turismo de Portugal caso se trate de uma empresa marítimo-turística. 

 

Igualmente em entrevista à Surftotal, Afonso Teixeira, diretor executivo da Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESDP), entidade formada em dezembro de 2017, falou da sustentabilidade do setor e mencionou também que o aumento do turismo em Portugal está diretamente relacionado com o crescimento de escolas de surf. 

 

"De facto, as escolas de surf têm crescido a um ritmo estonteante ao longo da última década, o que está diretamente relacionado com a crescente procura turística nesta área e com a imagem de Portugal como destino de surf que tem vindo a ser promovida. Naturalmente, há algumas praias que têm vindo a sentir mais este crescimento do que outras, por diversas razões, e onde a questão da sobrelotação das mesmas é cada vez mais pertinente. Contudo, não se pode dizer que haja uma solução universal que se aplique a todos estes locais, uma vez que todas as praias têm diferentes características e dinâmicas”, disse. 

 

É um tema que dá que pensar e dá pano para mangas. Com a chegada do inverno, o frio e as ondulações é garantido que os ânimos vão acalmar e este assunto será, como já se adivinha, momentaneamente esquecido. Até quando?, perguntamos nós. Será que vamos ter que esperar pelo início de mais uma época balnear para voltarmos a confrontar-nos com este tema?

 

Uma última nota para informar que a AESDP elaborou um questionário que irá permitir uma melhor compreensão das perspetivas dos diferentes agentes em relação ao atual estado do surf em Portugal. Este é dirigido especificamente a três segmentos da comunidade de surf nacional: os surfistas, os treinadores e as escolas de surf. Participa aqui

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