SUSPEITO PELA MORTE DE RICARDO DOS SANTOS ALEGA AUTODEFESA
Testemunhas desmentem Luis Paulo Mota Brentano, o polícia militar detido.
Com a triste perda de Ricardo dos Santos ainda bem presente, volta à agenda o tema da corrupção das forças de autoridade e insegurança em alguns locais do Brasil. O polícia acusado de tirar a vida Ricardinho alega que tudo aconteceu em autodefesa, mas as testemunhas desmentem-no.
Luis Paulo Mota Brentano, 25 anos, não estava de serviço na altura em que tudo aconteceu. Encontrava-se com o irmão mais novo, de 17 anos. Os detalhes do trágico momento são ainda motivo de algum debate. Os primeiros relatos apontavam para o facto de Ricardinho ter dado conta do polícia e do irmão a consumirem droga na praia e que os terá tentado impedir. Todavia, pouco tempo depois, começou a circular a versão de que Ricardo, juntamente com outros dois homens, teria ameaçado o polícia e o irmão com facas, numa discussão motivada pelo local onde o carro deste último estaria estacionado.
O tio de Ricardo, Mauro Silva, afirma que o carro do polícia estava no meio de umas obras que o surfista estava a ajudar a fazer. De acordo com este relato, Ricardinho terá pedido para removerem a viatura e afastou-se. Terá sido quando Luis Paulo disparou um tiro nas costas de Ricardinho, que se virou e foi atingido mais duas vezes no estômago. Segundo esta versão, o autor dos disparos estaria sob a influência de estupefacientes e teria até dificuldade em falar.
Esta tragédia veio trazer à superfície a questão da insegurança em Embaú, para a qual o próprio surfista já tinha alertado, num texto de 2011, onde procurava encorajava os locais a lutarem contra a corrupção, em particular dentro das forças policiais.
De acordo com o site brasileiro Notícias do Dia, esta não é a primeira vez que o polícia é acusa de abuso de autoridade. Já tinham sido feitas queixas de ameaças, invasão domiciliária, e agressões - todas arquivadas por alta de provas.