Waikiki estreia sistema de aluguer automático de pranchas de surf, sem lojas nem funcionários

A novidade chegou a um dos locais mais emblemáticos da história do surf, 

Chegar à praia, abrir uma aplicação no telemóvel, escolher uma prancha e entrar na água. Sem filas, sem passar por uma surf shop e sem depender dos horários de funcionamento. É esta a proposta da SurfUp, uma empresa que acaba de levar a Waikiki, no Havai, um sistema de aluguer automático de pranchas de surf inspirado nos serviços de bicicletas partilhadas.

A novidade chegou a um dos locais mais emblemáticos da história do surf, através da instalação de uma estação automática no Regency Waikiki Beach Resort & Spa.

O sistema, denominado SurfPod, funciona através de uma aplicação que permite aos utilizadores alugar pranchas guardadas em compartimentos individuais, sem necessidade de contacto direto com funcionários.

A SurfUp, uma startup apoiada pela Moniz Family Surf, já disponibiliza este serviço em quatro localizações na Califórnia, três em Pacific Beach e uma em Imperial Beach, na região de San Diego.

Alugar uma prancha a qualquer hora do dia

O conceito pretende simplificar o acesso ao surf, sobretudo para turistas e visitantes que não transportam equipamento próprio.

Além de disponibilizarem pranchas, os compartimentos automáticos funcionam também como cacifos, permitindo guardar objetos pessoais enquanto os utilizadores estão dentro de água.

Chris Hissom, fundador e diretor executivo da SurfUp, explicou à estação televisiva havaiana KHON2 que o objetivo é tornar o surf mais acessível, incluindo nos períodos em que as lojas tradicionais ainda se encontram encerradas.

A ideia é permitir que qualquer pessoa possa chegar à praia, encontrar uma prancha disponível e aproveitar as ondas sem ter de organizar antecipadamente o aluguer.

Uma inovação que também levanta questões de segurança

Apesar das vantagens, o sistema levanta algumas dúvidas, sobretudo numa praia como Waikiki, conhecida pela grande concentração de surfistas de diferentes níveis de experiência.

A facilidade de acesso ao equipamento poderá incentivar principiantes a entrar na água sem acompanhamento ou conhecimento suficiente das regras de segurança e prioridade nas ondas.

Existem também questões relacionadas com a responsabilidade por danos nas pranchas, a identificação de equipamentos danificados e a garantia de que cada prancha regressa ao respetivo compartimento.

São desafios que a SurfUp terá de gerir à medida que o serviço se expande.

Poderá este conceito chegar às praias portuguesas?

O Hawaii é um destino de forte cultura de surf e meios de salvamento adequados. Este modelo poderá abrir novas possibilidades para destinos de surf com forte procura turística, embora o tema da segurança deva ser acautelado.

 

Mais informações: SurfUp.

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