O lado menos romântico das ondas perfeitas: quatro viagens, quatro lesões
Soli Bailey partilhou a sua história numa das ondas mais perfeitas e perigosas das Mentawai.
Greenbush é para muitos uma das ondas de sonho do planeta. Tubos perfeitos, água quente e uma esquerda mecanizada nas Mentawai que parece saída de um filme. Mas para Soli Bailey, a realidade tem sido bem mais dura. Em Talking Story, intitulado “10 Years Surfing Greenbush | 4 Boat Trips, 4 Injuries”, o australiano revela que todas as quatro viagens que fez a Greenbush ao longo da última década terminaram com lesões.
“Paguei os meus impostos nesta onda”, admite Bailey, numa referência ao preço físico cobrado por um dos reef breaks mais intensos do Índico.
Entre as consequências acumuladas estão lesões nas costas, cortes profundos no recife e até uma concussão, num historial que ajuda a reforçar a reputação intimidadora desta onda indonésia.
Apesar disso, Bailey recorda também uma das melhores sessões da sua vida, vivida numa boat trip nas Mentawai com amigos próximos, numa combinação clássica entre perfeição visual e risco elevado.
O lado menos romântico das ondas perfeitas
Greenbush é frequentemente associada a imagens paradisíacas e tubos impecáveis, mas como tantas ondas de recife de classe mundial, a margem de erro é mínima. Um take-off tardio, uma secção mal calculada ou simplesmente um wipeout no sítio errado podem significar contacto direto com recife raso e afiado.
O relato de Soli Bailey lembra precisamente isso: algumas das ondas mais desejadas do mundo também podem ser das mais punitivas. Mesmo assim, como acontece tantas vezes no surf, o fascínio tem mais força do que o risco.





