Longboarder espanhol falha etapa da WSL nas Filipinas após companhia aérea recusar transporte das pranchas
O longboarder profissional espanhol Jon Garmendia viu gorada a sua participação no La Union International Pro, ....
...etapa da World Surf League (WSL) que decorre esta semana nas Filipinas, depois de a Air France ter recusado o transporte das suas pranchas de surf.
A prova era particularmente importante, uma vez que estavam em jogo dois wildcards de acesso ao circuito mundial de longboard da WSL. No entanto, um problema logístico com a companhia aérea impediu Garmendia de sequer chegar ao destino, colocando também em risco os cerca de 1.000 euros investidos na viagem.
Pranchas aceites num voo, recusadas noutro
Segundo explicou o surfista basco, de 32 anos, a situação tornou-se clara apenas depois de várias tentativas de contacto com a companhia aérea. Garmendia tinha preenchido previamente o formulário exigido pela Air France para viajar com uma boardbag contendo duas pranchas de 9’7’’, mas não recebeu qualquer confirmação formal.
Mais tarde, já em contacto telefónico com a companhia, foi informado de que as pranchas seriam aceites no voo Paris–Manila, mas recusadas no voo Bilbao–Paris, devido à utilização de um avião de menores dimensões, onde o limite máximo para bagagem desportiva teria sido reduzido para 280 cm.
Esta decisão apanhou o surfista de surpresa, uma vez que no momento da compra do bilhete não existia qualquer aviso sobre limitações específicas nesse segmento da viagem.
“É um pesadelo para qualquer surfista. Tens uma competição importante e ficas sem as tuas pranchas”, explicou Garmendia.
Alternativas sem reembolso
A Air France apresentou como alternativa a alteração do voo de partida para Biarritz ou Madrid, aeroportos com aviões maiores, mas sem qualquer reembolso do bilhete inicial. A solução implicava custos adicionais superiores a 1.200 euros, valor incomportável para o atleta.
“Sou longboarder profissional, mas não vivo do surf. Não tenho patrocinadores que me permitam assumir esse custo”, explicou.
Apesar de tentar encontrar pranchas emprestadas nas Filipinas, a sua estatura e peso — cerca de 90 kg — exigem pranchas maiores do que a média, o que acabou por inviabilizar essa solução.
Viagem cancelada e incerteza no reembolso
Perante o impasse, Jon Garmendia optou por cancelar a viagem. A WSL devolveu a taxa de inscrição e o hotel reembolsou a reserva, mas até ao momento a Air France não respondeu ao pedido de reembolso do voo.
O caso gerou solidariedade na comunidade do longboard, mas, ao contrário de situações anteriores envolvendo outros surfistas — como Joel Tudor, que conseguiu alterar a política da Hawaiian Airlines após exposição pública —, a Air France manteve a sua posição.
No futuro, Garmendia diz que irá optar por companhias com políticas mais claras no transporte de pranchas, como Iberia ou Emirates, e evitar aeroportos como Bilbao quando viajar com longboards — um conselho que recebeu do bicampeão mundial Edouard Delpero.
“Preparei-me muito para este evento. Mas às vezes as coisas não correm como planeado”, escreveu o surfista nas redes sociais.





