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sexta, 20 setembro 2019 15:48

STEPHANIE GILMORE CRITÍCA FORMATO DO CT

Numa recente entrevista...

 

A World Surf League (entidade que rege o surf profissional a nível mundial), é conhecida por não permitir que o seu modus operandi seja questionado e prova disso foi a desclassificação do surfista Bobby Martinez em 2011 quando o havaiano atacou de forma implacável a ASP (atual World Surf League) numa célebre entrevista pós-heat que este deu durante o Quiksilver Pro New York.

Oito anos passaram desde esse incrível momento, mas pouco mudou na forma de estar da WSL, e se achamos que a entidade quer apenas calar os surfistas de elite presentes no tour, esta prova-nos que não.

 

Durante uma conferência de imprensa realizada ontem no Surf Ranch, antes do inicio do Freshwater Pro, os jornalistas presentes não foram autorizados a colocar quaisquer questões, mas a WSL não fica por aqui, sendo que jornalistas de surf que se manifestam são proibidos de participar de qualquer uma das novas produções da World Surf League, incluindo, entre outras, o Surf Ranch Sessions (uma nova série filmada no Surf Ranch onde os melhores surfistas profissionais do mundo compartilham ondas e histórias com indivíduos que estão no topo das suas profissões) e o Transformed (série da WSL Studios focada na questão “Como o Surf mudou vidas e culturas?”).

A forma autoritária que a WSL assume não permite que os surfistas no tour expressem verdadeira e livremente as suas opiniões, pois sabe Deus que consequências poderiam vir com uma opinião sincera de qualquer um dos surfistas de elite, mas recentemente a 11x campeã mundial de surf mostrou o seu desagrado com o formato do circuito mundial numa entrevista a um jornal espanhol ao afirmar que este tem demasiados homens a competir. (actualmente há uma diferença de 34 homens para 17 mulheres)

“Para ser sincera, acho que deveria haver menos homens (no tour).”- disse Stephanie Gilmore. “Acho que passamos tantos dias nos eventos à espera de swell que se tivéssemos menos homens, talvez 18, poderíamos terminar os eventos muito mais rapidamente com um bom swell, em vez de esperar por dois.”

 

A WSL tem iniciado uma campanha de igualdade no surf, mas ainda tem trabalho por fazer dentro de portas. A opinião da surfista Australiana poderá desagradar a entidade, mas até ao momento Stephanie Gilmore não foi penalizada, estando atualmente a competir no Freshwater Pro. Talvez a notoriedade de Gilmore faça a WSL fechar os olhos à crítica, mas só Deus (e a WSL) sabe o quão "roídos" devem estar por a surfista questionar o formato do Championship Tour. Ou será algo prematuramente combinado? O futuro o dirá .... !

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