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Mobilização massiva mostra bem o nível civilazional da Austrália/ WSL Mobilização massiva mostra bem o nível civilazional da Austrália/ WSL
terça, 05 março 2019 12:18

PADDLE OUT NA AUSTRÁLIA MOSTRA A FORÇA DA COMUNIDADE DO SURF

Um exemplo de energia positiva e força que serve de exemplo pela comunidade de surf e amigos do Oceano em Portugal.


Milhares de pessoas marcaram presença este fim de semana em Torquay, Victoria,  num paddle out histórico contra os planos da Equinor, a empresa Norueguesa que pretende perfurar e explorar petróleo na Grande Baía Australiana.

Estes opõe-se à prospecção petrolífera ao largo da Great Australia Bight pela empresa norueguesa Equinor.

Segundo o “The Guardian” a empresa publicou o seu projecto de plano ambiental dizendo que “a perfuração pode ser feita com segurança”, mas grupos ambientalistas pediram ao governo federal que rejeite o desenvolvimento, argumentando que o projecto em águas profundas colocaria em risco o litoral imaculado e a vida marinha.
No plano apresentado pela Equinor encontra-se um mapa, produzido a partir de uma fusão de 100 simulações de derramamento de óleo, mostrando o potencial de vazamentos no litoral e oceano em qualquer lugar de Esperance, na Austrália Ocidental, para áreas ao redor de Sydney e a costa de NSW, até Victoria e Tasmânia.
Tal cenário teria um impacto catastrófico na costa Australiana bem como na comunidade do Surf, que tem demonstrado a sua oposição, demonstrando uma imensa adesão nas fotos registadas no último fim de semana.


A própria WSL incentiva a comunidade do surf a comentar a sua oposição aos planos da empresa Norueguesa directamente no NOPSEMA, a Autoridade Nacional de Gestão de Segurança e Meio Ambiente de Petróleo Offshore, mostrando o poder da voz da comunidade na preservação da Grande Baía Australiana. 

A iniciativa, que reúne cada vez mais apoiantes, partiu da Great Australia Bight Alliance - grupo defensor da zona costeira da baía com 1.160 km que une as regiões sul e oeste da Austrália. Foi uma reacção imediata ao projecto de exploração divulgado publicamente pela Equinor. Mesmo antes de estar munida das devidas autorizações legais a petrolífera norueguesa anunciou que as perfurações iriam ser feitas a 370 km da costa sul da Austrália e que não iriam implicar quaisquer riscos ambientais.

No entanto, a organização ambientalista considera que a abertura da baía à exploração de petróleo é inaceitável devido às ameaças que lança. Para além do potencial para um derramamento de óleo (que classifica como catastrófico), existem dúvidas sobre os efeitos provocados pelos testes sísmicos, há o risco de poluição sonora causada pela perfuração e pelo aumento de tráfego de barcos para além da possibilidade de contaminação das águas capaz de destruir um ecossistema marinho único.

Alcance de um derramamento de petróleo no Bight, Austrália

A Grande Baía Australiana é um dos ambientes oceânicos mais primitivos da Terra, é o sustento de várias comunidades costeiras, empregos e o palco de inúmeras atividades recreativas. O Bight sustenta as indústrias pesqueiras e de aquacultura no valor de 390 milhões de € por ano (2012–13) e as indústrias de turismo regionais valem cerca de mil milhões de € por ano (2013–14). Ladeado pelo Nullarbor e as maiores falésias contínuas do mundo, o Bight é um paraíso para baleias, peixes, pássaros, mamíferos marinhos, plantas e uma variedade de ecossistemas de invertebrados. A área tem uma riqueza nutricional única que proporciona um habitat específico para inúmeras espécies, incluindo algumas das últimas colónias de leões-marinhos australianos - em extinção. Os cientistas estimam que cerca de 85% das espécies que vivem na Grande Baía Australiana não são encontradas em mais nenhum outro lugar da Terra. O que acontece no meio ambiente desta baía afeta a diversidade do mundo marinho à escala global.

 


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