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Seabass mete o dedo na ferida ao focar o pouco investimento da indústria. Seabass mete o dedo na ferida ao focar o pouco investimento da indústria. Foto: WSL/Masurel

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quinta, 17 janeiro 2019 12:26

Sebastian Zietz mete a boca no trombone

Havaiano teme pelo futuro do surf e dos surfistas profissionais… 

 

Graças ao crescimento dos free surfers e dos chamados influenciadores, os surfistas profissionais que correm o World Tour deixaram de ser a primeira opção para as marcas. O seu valor tem vindo a cair drasticamente nos últimos anos e a viabilidade em patrocinar um pro surfer está a tornar-se algo muito obscuro. 

 

Sebastian Zietz, 30 anos, é um dos poucos havaianos que faz parte da elite da WSL e, embora seja consistente q.b, tendo ficado sempre no top 14 nos últimos três anos, a verdade é que tal não livrou o surfista de Kauai de ficar sem patrocinador principal no início deste ano. Os resultados já não são suficiente para aguentar um sponsor

 

Com um filho a caminho (recorda aqui o pedido original de casamento em agosto de 2016) e presentemente no mercado à procura de um logótipo que dê alguma cor ao bico da sua prancha, o havaiano mostrou preocupações com o futuro, nomeadamente no que toca à carreira e à vida no Tour, alertando ainda para o desinvestimento das marcas que se está a refletir numa queda do número de praticantes. 

 

“Tenho reparado numa tendência nos últimos cinco ou até dez anos em que a indústria tem vindo lentamente a cair. Hoje em dia podemos encontrar o North Shore praticamente sem crowd, mas quando eu era miúdo todos tinham um patrocínio e, independentemente do dia da semana ou de como estivessem as condições, havia sempre 15 a 20 surfistas a surfar. Atualmente parece que todos se estão a retrair, há uma quantidade de bons surfistas sem patrocinadores. Não sei o que se passa e nem conheço os números, mas é apenas o que vejo”, começou por dizer em entrevista à Stab Magazine

 

As redes sociais e o número de seguidores que cada atleta apresenta presentemente parece ter uma palavra a dizer nas escolhas das marcas. “É a primeira coisa para que uma marca olha quando quer patrocinar alguém”, frisa Seabass, realçando também que "dantes era o bom surf que interessava, mas agora basta ser comerciável” e bem orientado na social media

 

O havaiano reconhece que tal faz parte do trabalho e há que ser ativo - recordando, de forma divertida, que a sua conta de Instagram é gerida atualmente pela sua esposa até encontrar uma opção melhor. É um novo mundo, uma nova realidade, que nos recorda que uma carreira de surfista profissional já viu melhores dias. Há que saber fazer o ajuste certo de forma a não ficar pelo caminho.

 

Entretanto, Sebastian Zietz continua a viver uma vida de sonho (em sua casa, na ilha de Kauai) e a aguardar um potencial novo main sponsor que lhe traria, seguramente, alguma tranquilidade - algo que não será fácil de conseguir por estes dias, sabendo de antemão que todas as grandes marcas do surf já têm as suas equipas internacionais preenchidas. 

 

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