É a sexta vez esta temporada que Kelly Slater sai de um alinhamento competitivo. É a sexta vez esta temporada que Kelly Slater sai de um alinhamento competitivo. Foto: WSL/Ed Sloane

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quinta, 09 agosto 2018 09:16

Talvez esteja na hora do “super natural” sair de cena 

A demora de Kelly Slater começa a defraudar os fãs… 

 

Ontem a Surftotal lançava a notícia de que Kelly Slater não competiria no Tahiti Pro Teahupoo (7.ª etapa do WCT), apanhando muita gente desprevenida. Esta temporada, após um ano de ausência, aquele a quem muitos chamam de “super natural” ainda só competiu numa etapa do Tour - 25.º lugar no Open J-Bay. 

 

De acordo com o comunicado da WSL, Kelly já fez algumas cirurgias ao pé, mas ainda está a recuperar da lesão e admitiu não estar definitivamente pronto para Teahupoo. Quem esfregou as mãos foi Mikey Wright que irá entrar em seu lugar. O australiano até ao momento já recebeu 6 convites da WSL (só falhou Bells Beach) e tem vindo a corresponder à aposta - encontra-se atualmente em 9.º lugar no ranking mundial de 2018. Já KS desistiu de competir pela sexta vez esta temporada. 

 

Que não haja dúvidas, Kelly Slater é definitivamente o maior surfista de todos os tempos - 11 títulos mundiais, recordista de vitórias no WCT (mais de cinquenta), 7x Pipe Masters e… 5x campeão em Teahupoo. Foi o campeão mundial de surf mais novo de sempre, em 1992 com 20 anos, e também o mais velho, em 2011 com 39 anos. Por tudo isto e muito mais, é sempre um dos surfistas que empolga a comunidade e tem a capacidade de trazer muitos fãs para junto da competição.

 

 

No entanto, a incerteza dos últimos tempos começa a deixar os fãs sem paciência. Nós diríamos, à beira da insanidade. Kelly Slater começa a não corresponder às expetativas e até a defraudar os seus seguidores que esperam muito mais da sua parte. Há já quem se refira ao caso como a “novela Kelly Slater", enquanto outros dizem que “assim não dá! Ou Kelly assume ou abre espaço para outros!”

 

A verdade é que Slater está em 36.º lugar da tabela mundial… e com uma recuperação tão lenta e demorada, como esta está a ser, muito dificilmente o veremos a 100% ainda esta temporada. Pelo que estamos a ver, talvez o melhor tivesse sido afastar-se do World Tour logo no início do ano. Em todo o caso, vale ainda realçar que o próprio, após o anúncio da retirada de Joel Parkinson no passado mês de julho, deixou saber que 2019 será o seu último ano “on Tour”. 

 

Pois, com muita pena, talvez esteja mesmo na hora de sair de cena. Talvez...

 

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AF

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