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GONÇALO CADILHE: MAIS DE 20 ANOS DE VIAGENS PELO MUNDO
Exposição "Um dia na Terra" é inaugurada amanhã no Porto.
"Um dia na Terra” é o título da exposição de fotografias de Gonçalo Cadilhe, cuja inauguração decorre já esta sexta-feira, 26 de Setembro, na Cooperativa Artística Árvore, no Porto. Em simultâneo decorrerá ainda o lançamento do livro de fotografias homónimo que reproduz o material exposto e acrescenta ainda capítulos inéditos. Estes trabalhos permitem-nos viajar pelas experiências de Gonçalo Cadilhe. Em entrevista à SurfTotal desvendou um pouco do que poderás ver nesta mostra, patente até 22 de outubro no Porto e em Maio 2015 no Museu do Oriente, em Lisboa.
O que podemos esperar desta exposição? Quantas fotografias? Como descreve este conjunto?
É uma grande retrospectiva de mais de vinte anos de viagens pelo mundo, com quase 60 imagens expostas, algumas de grande formato e com uma temática muito eclética e variada que obriga o leitor a refletir segundo várias perspetivas no que está a observar. Para além da exposição, em complemento, estará disponível um livro que reúne a selecção completa de imagens, cerca de duzentas, que compõem o projecto “Um dia na Terra”.
Foi fácil ou difícil escolhê-las? Como fez essa escolha?
Foi muito difícil, realmente, escolher entre milhares de imagens estas duzentas para o livro que, ainda mais concentrado, chegassem às 60 em exposição. Andei em espiral, digamos assim, tentando encontrar um compromisso entre as imagens mais impactantes e aquelas que melhor ilustravam os temas de reflexão propostos.
Porquê a escolha do nome "Um dia na Terra"?
Tem a ver com a génese do projecto: diria que essa é uma surpresa que será revelada à entrada da exposição e na primeira página do livro. Posso acrescentar que o título sugere uma espécie de resumo do que acontece por cá neste planeta que poderia interessar ao espaço sideral.
Há alguma dessas fotos que gostaria de destacar? Se sim, qual e porquê?
Não creio que consiga escolher uma só, mas gosto muito do conjunto de imagens reunidas sob o tema “Água”.
Vinte anos de viagens é muito tempo. Tem uma experiência incrível, mas por vezes não tem vontade de "parar" por cá?
Exacto. Ora aqui estou, parado pelo Porto a inaugurar esta retrospectiva! (risos)
Fale-nos do seu novo livro. Por onde nos vai fazer viajar?
O meu livro “Passagem para o Horizonte”, editado em julho pelo Clube do Autor, fala da concretização de um sonho de menino, o de dar a volta ao mundo a surfar as melhores ondas do planeta. Como esperei o aniversário dos 40 anos para essa viagem, o livro é também uma reflexão de percurso, um meio de vida, um olhar sobre o que já passou e o que poderá estar para vir.
O surf insere-se de algum modo nestas paragens? Como?
Tem esse compromisso entre o gosto pelo surf e uma viagem a lugares onde os turistas geralmente não vão. Os surfistas sim, porque as ondas encontram-se lá.
PT