Kabummm! Julian Wilson a sair sem rumo no Surf Ranch. Kabummm! Julian Wilson a sair sem rumo no Surf Ranch. Foto: WSL

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segunda, 31 dezembro 2018 12:48

WSL - 5 tópicos para corrigir em 2019

Objetivo é tornar o surf mais justo e honesto... 

 

Antevendo já o que se aproxima para os próximos 365 dias, relativamente à azáfama do World Tour, cujo início está marcado para 3 de abril na australiana Gold Coast, a redação da Surftotal juntou-se à mesa e acabou por traçar 5 detalhes que podem e devem ser melhorados em 2019. 

 

Este ano foi divertido e a rapaziada está de parabéns, mas há que ter atenção a isto

 

Mais seriedade/honestidade no julgamento

Okay, vamos lá a isto. Por vezes ficámos com a sensação de que nem todos os surfistas foram recompensados de igual forma durante a temporada 2018. Todos se esforçam e dão o seu máximo, mas uns parecem levar alguma vantagem na atribuição das notas. Podemos citar os casos de Ian Gouveia (Brasil), Michael February (África do Sul) e até de Frederico Morais (Portugal) que, aqui e ali, foram pontuados por baixo. No caso específico do português, por exemplo, o tema da qualificação poderia até nem existir e muito provavelmente nem teria sido levado para o Havai, caso este tivesse superado mais um ou outro heat ao longo do ano. Isto não aconteceu apenas com surfistas que não se qualificaram, pois também Jordy Smith (África do Sul), atual número 5 mundial, parece sofrer demasiadas vezes com pontuações de escala abaixo do desejado. E por vezes até o camisola amarela (líder do ranking) se vê na posição de ter que trabalhar mais do que o necessário. 

 

Surf Ranch precisa ser revisto

O formato escolhido não convenceu. Demasiadas pausas e nível de ação que deixou muito a desejar. Foi uma seca, boys. Supostamente era para a ser a etapa onde todas as barreiras seriam quebradas e os limites conheceriam novos valores, mas… acabámos por ver um grande número de surfistas a optar por “safe surf” e outros completamente confusos sobre o que fazer. Definir o critério meus senhores, ou é para partir tudo e arriscar verdadeiramente ou é para traçar a linha e surfar a onda do início ao fim. As críticas focaram-se, principalmente, no facto de não existir drama entre performances, de não existir aquela última onda nos últimos segundos que pode servir para virar uma bateria, de ser um formato por demais previsível e monótono. 

 

Facebook não, por favor

Alguém diga a Sophie Goldschmidt e sua equipa que o Facebook está longe de ser a plataforma ideal para assistir a eventos de surf. Há gente que odeia e nem tem conta, que faz tudo a partir do seu telemóvel e tablet - sem recorrer a redes sociais. Portanto, é lógico que se percebe a parceria comercial - para arrecadar mais uns cobres - e a consequente migração para a dita rede social, mas, no final, a WSL está a perder “viewers” e a afastar os surfistas do surf. Isto não faz sentido. Queremos a transmissão a funcionar em pleno no site e na App da World Surf League! 

 

Caio Ibelli - o elo mais fraco

Foi feio de se ver, mas o mundo é um sítio cruel e por vezes custa aceitar a verdade dos factos. E a verdade dos factos é que Caio Ibelli, embora tenha toda a legitimidade, nunca iria vencer o braço de ferro com Kelly Slater e John Florence na atribuição dos “injury wildcards”. Nem vale a pena explicar porquê, porque já todos conhecemos as razões e os palmarés desportivos dos três visados. Contudo, o que importa dizer, depois de feito o “estrago”, é que a WSL deve clarificar de uma vez por todas o critério de escolha, de seleção nestes casos. Caso contrário, continua a dar-se azo a bocas, desconfianças e ao compadrio. Analisando a frio, aproveitamos para recordar que Michael February foi o primeiro substituto em 2018 e acabou por competir em todos os eventos (11). O segundo substituto foi Miguel Pupo e o brasileiro pôde competir em 9 provas - precisamente as que contam para o ranking final. Se Caio agarrar as chances que lhe forem dadas pode qualificar-se via WCT. E até Kikas, que é segundo alternate, pode ter uma palavra a dizer. 

 

 

O estranho caso de Mikey Wright 

Vamos lá esclarecer as coisas. Mikey Wright é um surfista fantástico e não temos dúvidas que, mais dia menos dia, estaria a assegurar a qualificação para o World Tour pela forma tradicional - leia-se, via Qualifying Series. Mas o que vimos este ano pareceu mais a WSL a dar-lhe uma mãozinha com vista a acelerar o processo… que o australiano de 22 anos não deixou escapar para passar a ser um dos novos rookies de 2019. Mikey recebeu um wildcard por 7 ocasiões e assinalou terceiros lugares em Keramas e Uluwatu, selando o ano em 12.º lugar na geral. “Assim também eu!”, haverá por aí muito boa gente a comentar. E com razão, é que, parece mesmo um plano que foi atempadamente e cuidadosamente elaborado. 

 

 

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