quinta, 20 fevereiro 2014 14:59

EQUADOR: ONDAS PERFEITAS E ÁGUA QUENTE

“On My Trip” mostra-te um pouco mais sobre este país.

 

Por Patrícia Tadeia

Já pensaste numa surftrip ao Equador? Pois bem, a SurfTotal sabe que está a chegar àquela altura do ano em que estás tão deprimido com as tempestades que por cá se têm feito sentir, que estás a precisar de viajar. E por isso, desta vez, contamos-te alguns dos segredos de um país com uma cultura bem diferente, mas com ondas de sonho. Para perceberes melhor de que te falamos, assiste aqui, em exclusivo, ao primeiro episódio de “On My Trip”, uma série filmada e editada por Pedro Santos Ribeiro, durante uma viagem que realizou ao Equador entre 18 de janeiro e 2 de fevereiro.

 

Embora tenha agendado a viagem com o intuito de conhecer o país, Pedro acabou por perceber que havia muito para partilhar. “A ideia do projeto ‘On My Trip’ surgiu quando estava a editar o clip, estava a ver as imagens e tinha tanta imagem bonita e bem conseguida com aquelas cores de sunset e de sunrise, que pensei ‘Ou faço um clip aí de 10minutos e pode ser uma seca para as pessoas, ou então divido em partes’ e foi isso que fiz”. Mas esta não é uma viagem única. O projeto “On My Trip” vai contar com mais destinos, como uma espécie de mini série, conta Pedro.

 

O fotógrafo esteve principalmente na zona costeira do país em Montañita, onde decorreu o ano passado o Campeonato ISA World Masters Surfing, “e que é uma das zonas mais famosas para surfar e para quem se quiser divertir”, diz Pedro.

 

“Lá tens uma onda que é La Punta, uma direita que quebra sobre rocha, brutal, e que é tambem por sua vez a onda com mais crowd da zona! Explorei outros picos, como La Ayampe, Las Tunas, que são beachbreaks, e que essas quebram praticamente sem crowd”, conta ainda.

 

Era tudo perfeito mas estava na hora de seguir viagem. Depois de cerca de 7 horas de autocarro para norte do país, chegou a Manta, “que, dizem os locais, é a capital do bodyboard”. “Não os posso desmentir, há lá um pico na Playa de Murciélago, encostado ao molhe do porto de pesca, que é muito idêntico ao ‘nosso’ Molhe Leste em Peniche, e o nível de bodyboard é absolutamente ‘animal’, os locais são super simpáticos e sempre muito disponíveis”, diz ainda o jovem de 22 anos.

 

Ainda em Manta, Pedro rumou a um pico mais a norte, que se chama San Mateo. “Esse pico sim, de classe mundial, uma esquerda que quebra sobre uma laje durante 500 metros a 800 metros, sem fechar, sei lá, ridículo, nunca tinha surfado numa onda tanto tempo seguido. É uma onda de muito rail, mesmo para a manobra, aí o crowd também se acentua mais, mas tranquilo porque a onda é muito longa, e podes apanhar no pico ‘secundário’”, diz o operador de câmera.

 

Ondas e á agua quente foram sem sombra de dúvidas os pontos fortes desta viagem, diz. “Mas adorei conhecer o povo Equatoriano e a sua cultura. O que gostei menos? Talvez a gastronomia local, muito à base de fritos”, confessa.

 

VAMOS LÁ A PREÇOS!

Apesar de ter curiosidade em conhecer o país, Pedro confessa que uma das principais razões para agendar esta viagem foi o preço do bilhete. “Apesar de a viagem ser cara (média de 1.300€) tive a sorte de encontrar uma promoção de 500€”, diz. “Além disso, tinha de decidir em 2 horas se ia ou não, nesse curto espaço de tempo pesquisei um pouco sobre o país, principalmente ondas, e decidi ir em Janeiro, já que a melhor época de surf é entre Janeiro e Abril”, conta o também surfista.

 

Além da viagem em conta, por lá também não se gasta muito dinheiro. “Quanto a orçamentos para ‘comes e bebes, e dormidas’ a vida lá até é barata, em média pagas 10 dólares por noite e é fácil de encontrar na zona de Montañita, a mais turística. Uma refeição anda em média à volta dos 4 dólares, e para beber, tens de ter algum controle porque também é bem barato! É ‘fácil’ de beber, tudo À base de cocktails de fruta com muito Rum que ronda ai os 3 dólares por "COPÃO" e não sentes nada (risos)”, continua Pedro.

 

“Para alugar uma viatura, aí é mais caro, um carro normal de 4 lugares ronda os 60 dólares por dia e um jipe (que é bem importante para explorar as praias mais refundidas) ronda os 100 dólares, portanto lá andei sempre de BUS e Táxi, porque não me rendia alugar carros”, continua, deixando ainda um grande conselho: “Negoceiem TUDO, não se deixem enganar por serem turistas, sempre que andarem de táxi, perguntem a um local, a média de preço que o táxi leva para fazer essa deslocação”, diz.

 

Pedro deixa ainda um alerta: “Cuidado ao andar à noite. Na zona de Montañita, não há problema, é uma zona de festas, com muitos turistas e noite, mas noutras zonas como Manta, que é um dos maiores portos de droga do mundo (segundo os locais) não aconselho passeios à noite, e é preciso ter cuidado com os ‘fake taxi’”, diz Pedro.

 

“Ah, e levem MUITO protector solar de 50UV, posso dizer quem em 2 semanas gastei 2 bisnagas de protector, o sol queima muito!”, confessa, acrescentando que vai voltar ao Equador. “É um destino a regressar sem dúvida, e para explorar mais e melhor.

 

Entretanto, se ficaste com vontade de ver mais, Pedro acrescenta: “Os próximos episódios vão mostrar toda a beleza que eu tive o prazer de gravar no cartão de memória, e que tenciono partilhar com todos vocês!”

 

 

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