Donald Trump sofre um «wipeout» na capa da The Economist após eleições nos EUA
A prestigiada revista britânica The Economist recorreu ao surf para ilustrar os resultados das eleições norte-americanas de 3 de novembro.
Donald Trump surge debaixo de água, depois de uma queda violenta, numa imagem que transforma um dos momentos mais temidos pelos surfistas numa metáfora política.
O surf chegou à primeira página da The Economist, mas desta vez não pelas ondas, pelos campeões mundiais ou por qualquer acontecimento desportivo.
Na edição de 5 de novembro de 2026, a revista britânica escolheu uma imagem invulgar para acompanhar o editorial intitulado Donald Trump’s humiliation offers America an opportunity («A humilhação de Donald Trump oferece uma oportunidade à América»).
A ilustração mostra o presidente norte-americano submerso, rodeado de espuma e turbulência, com a prancha afastada do corpo e o boné vermelho a flutuar na água. Uma representação de um wipeout, termo utilizado no surf para descrever uma queda numa onda.
A política explicada através da máquina de lavar do surf
A ligação à modalidade não se limita à imagem. O próprio editorial começa com uma referência à expressão washing machine, ou «máquina de lavar», utilizada pelos surfistas para descrever a sensação de serem violentamente revolvidos debaixo de água após uma queda.
A revista utiliza essa experiência de desorientação para retratar o impacto dos resultados eleitorais de 3 de novembro sobre Donald Trump e o Partido Republicano.
A escolha é particularmente expressiva para quem surfa. Num wipeout em ondas poderosas, o surfista pode perder momentaneamente a noção da superfície, enquanto a força da água o mantém submerso.
É precisamente essa sensação de perda de controlo que a The Economist procura transmitir na sua interpretação política.
Uma imagem que leva o surf para o centro do debate político
O recurso a uma queda numa onda como metáfora de um revés eleitoral demonstra como a linguagem do surf ultrapassou as praias e passou a fazer parte do imaginário da comunicação internacional.
A composição visual foi creditada pela revista a The Economist/Justin Metz/Getty Images.
Desta vez, o protagonista não é um surfista profissional, nem a onda pertence a qualquer campeonato. Mas a mensagem visual é imediatamente reconhecível por quem já passou por uma sessão de mar pesado: uma queda, uma prancha à deriva e alguns segundos em que é o oceano que dita as regras.






