Griffin Colapinto e Molly Picklum vencem finais épicas em Supertubos! Peniche vive um dia memorável de surf
Foi um daqueles dias que ficam na memória de quem acompanha o surf de competição.
O MEO Rip Curl Pro Portugal 2026 terminou esta sexta-feira, 23 de outubro, com um espetáculo extraordinário na Praia de Supertubos. Griffin Colapinto venceu Gabriel Medina numa final masculina de altíssimo nível, por 17,60 contra 16,77 pontos, enquanto Molly Picklum conquistou o título feminino diante de Caity Simmers, por 13,33 contra 12,84. Com ondas de dois metros, vento offshore e tubos de classe mundial, Peniche voltou a demonstrar por que razão é uma das etapas mais aguardadas do Championship Tour.
Foi um daqueles dias que ficam na memória de quem acompanha o surf de competição. Ondas poderosas, tubos profundos, notas excelentes e uma disputa intensa pela liderança transformaram as finais do MEO Rip Curl Pro Portugal num verdadeiro espetáculo.

Colapinto e Medina protagonizam uma final para recordar
A final masculina colocou frente a frente o norte-americano Griffin Colapinto e o tricampeão mundial brasileiro Gabriel Medina, dois surfistas que levaram Supertubos ao limite.
Numa bateria de 45 minutos, disputada com ondas entre seis e oito pés e vento offshore, os dois protagonistas trocaram constantemente de liderança, respondendo um ao outro com tubos de enorme dificuldade e execuções de elevado nível técnico.
Medina chegou aos 16,77 pontos, somando um 8,57 e um 8,20, mas Colapinto respondeu com duas ondas extraordinárias.
O momento decisivo aconteceu a cerca de oito minutos do final, quando o norte-americano arrancou numa esquerda, agarrou o rail e desapareceu no interior de um tubo profundo, saindo com sucesso para conquistar 9,43 pontos, a melhor nota da final.
Com um 8,17 como segunda melhor onda, Colapinto elevou a sua pontuação para 17,60 pontos, assumindo a liderança.
Medina tentou um aéreo impressionante nos instantes finais
O brasileiro, porém, nunca desistiu.
Nos últimos minutos, Medina encontrou uma esquerda com potencial para inverter o resultado e após um tubo para a esquerda lançou-se numa tentativa de manobra aérea de enorme amplitude, elevando-se significativamente acima da onda.

O tricampeão mundial não conseguiu completar a aterragem, perdendo a oportunidade de melhorar a sua pontuação.
Foi o último grande momento de uma final que, pela intensidade e sucessivas mudanças de liderança, fez recordar alguns dos duelos históricos entre Andy Irons e Kelly Slater.
Colapinto terminou com 17,60 pontos contra 16,77 de Medina, conquistando uma vitória de enorme mérito numa das melhores finais disputadas em Supertubos.
Molly Picklum vence Caity Simmers por apenas 0,49 pontos

A final feminina não ficou atrás em emoção.
A australiana Molly Picklum e a norte-americana Caity Simmers protagonizaram um confronto marcado pela coragem, determinação e qualidade do surf apresentado em condições exigentes.
Picklum construiu a vitória com notas de 7,83 e 5,50 pontos, terminando com 13,33.
Simmers respondeu com 6,67 e 6,17, somando 12,84 pontos e ficando a apenas 0,49 da adversária.
Durante os 45 minutos, as duas campeãs mundiais demonstraram uma impressionante capacidade de enfrentar as ondas de Supertubos, combinando leitura de onda, compromisso e manobras em secções críticas.
A vitória acabou por sorrir a Molly Picklum, que acrescentou mais um importante resultado ao seu percurso no circuito mundial.
«Obrigado, Portugal!» — a emoção dos campeões
Um dos momentos mais emocionantes aconteceu já depois das finais, quando Griffin Colapinto e Molly Picklum foram transportados em ombros, celebrando as suas vitórias perante o público presente em Supertubos. Entre sorrisos e a euforia dos festejos, os dois campeões repetiam uma mensagem simples, mas carregada de emoção: «Obrigado! Obrigado, Portugal! Muito obrigado!» Um agradecimento espontâneo que espelhou a ligação especial entre os vencedores, os adeptos e uma praia que voltou a proporcionar um espetáculo inesquecível.
Portugueses também deixaram a sua marca
A edição de 2026 ficou igualmente marcada pelas prestações dos surfistas portugueses, que tiveram oportunidade de medir forças com a elite mundial.
Teresa Bonvalot e Guilherme Ribeiro alcançaram os quartos de final, terminando ambos no quinto lugar, depois de percursos que entusiasmaram o público português.
A presença e o desempenho dos atletas nacionais contribuíram para uma etapa particularmente especial, vivida com grande intensidade dentro e fora de água.
Uma edição que ficará na história de Supertubos
A jornada final ofereceu aquilo que os adeptos mais desejavam: ondulação consistente, vento offshore, tubos profundos e confrontos decididos por pequenas diferenças.
O público presente na praia assistiu a uma demonstração extraordinária de surf de competição, com alguns dos melhores atletas do mundo a explorarem o potencial de uma das ondas mais exigentes da Europa.
Depois de vários dias de espera pelas condições ideais, a decisão de aguardar pela entrada da ondulação acabou por proporcionar um encerramento à altura da reputação de Supertubos.
O MEO Rip Curl Pro Portugal 2026 despede-se de Peniche com duas finais memoráveis, dois vencedores de enorme qualidade e a certeza de que Supertubos continua a ser um palco privilegiado para os grandes momentos do surf mundial.
- Créditos fotos: WSL/Poullenot) ; WSL / Manel Geada





