Cloudbreak é considerada uma das melhores ondas do planeta Terra /WSL / Ed Sloane terça-feira, 18 agosto 2026 23:09 Cloudbreak prepara-se para receber a elite mundial com Yolanda Hopkins em destaque
Fiji Pro arranca a 25 de agosto e terá pela primeira vez desde 2017 todo o pelotão do Championship Tour em Cloudbreak.
Yolanda Hopkins chega motivada pelo histórico 3.º lugar alcançado em Teahupo’o.
Ainda mal assentou a poeira de um memorável Tahiti Pro e o Championship Tour já aponta baterias para outro dos grandes palcos do surf mundial. Entre 25 de agosto e 4 de setembro, Cloudbreak recebe o Fiji Pro Presented by Corona Cero, oitava etapa da temporada 2026 da World Surf League.
E há um ingrediente especial nesta edição: será a primeira vez desde 2017 que todo o pelotão do Championship Tour compete em Cloudbreak. A famosa esquerda fijiana recebeu uma etapa pós-mid-season cut em 2024 e as WSL Finals em 2025, mas há nove anos que não acolhia o quadro completo da elite mundial.
A proximidade entre as duas provas promete tornar particularmente interessante a passagem do Taiti para Fiji. Teahupo’o produziu algumas das maiores surpresas da temporada e permitiu a vários surfistas que se encontravam na metade inferior do ranking recuperar terreno importante.
Seth Moniz e Erin Brooks venceram no Taiti, enquanto Anat Lelior chegou à final feminina e Ramzi Boukhiam e Yolanda Hopkins alcançaram as meias-finais.
Para a portuguesa, Cloudbreak surge numa altura especialmente interessante.
Yolanda conseguiu em Teahupo’o o melhor resultado da carreira no Championship Tour, terminando em 3.º lugar depois de uma prestação marcada pela coragem com que procurou os tubos durante toda a competição. A surfista portuguesa subiu ao 17.º lugar do ranking mundial e demonstrou estar particularmente confortável quando o nível de compromisso aumenta.
Cloudbreak é diferente de Teahupo’o, mas volta a oferecer um cenário onde essa atitude poderá ser premiada. Quando ganha tamanho, a esquerda fijiana transforma-se numa onda extremamente rápida e poderosa, com secções tubulares longas e um enorme campo de jogo.
Depois do que mostrou no Taiti, será inevitavelmente interessante perceber até onde Yolanda poderá levar esse momento de confiança em Fiji.
Uma das melhores ondas do planeta
Cloudbreak dispensa grandes apresentações. Quebra sobre uma bancada de coral afastada da costa e consegue apresentar personalidades muito diferentes consoante o tamanho e direção do swell.

WSL / Ed Sloane
Com menos mar pode oferecer paredes longas para surf de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, transforma-se numa das esquerdas mais impressionantes e exigentes do planeta, capaz de produzir tubos enormes e pontuações próximas da perfeição.
A previsão de longo prazo já aponta para a possibilidade de swell significativo durante a janela competitiva, embora seja ainda cedo para saber exatamente que Cloudbreak receberá o CT.
Luta pelos títulos entra numa fase decisiva
O Fiji Pro chega também num momento importante das contas do Championship Tour.
No masculino, Italo Ferreira recuperou a liderança do ranking depois da passagem pelo Taiti e chega a Fiji à frente de Leonardo Fioravanti. Yago Dora, campeão mundial em Cloudbreak em 2025, continua igualmente envolvido na luta, enquanto Griffin Colapinto regressou ao Top 10 depois da final em Teahupo’o e tem excelentes recordações de Fiji, onde venceu em 2024.
Gabriel Medina terá, por sua vez, oportunidade para reagir à surpreendente eliminação frente ao wildcard Kelly Slater no Tahiti Pro. O brasileiro já venceu duas vezes em Cloudbreak.
Entre as mulheres, Gabriela Bryan mantém a liderança mundial, mas tem Carissa Moore muito próxima. Molly Picklum, campeã mundial em Cloudbreak no ano passado, permanece igualmente na luta.
História para o surf fijiano
A prova contará ainda com três wildcards.

Vencedor dos Trials Teo Degei - WSL / Fabio Silvestre
Aos 17 anos, Ulukilupetea “Tea” Kurop fará história ao tornar-se a primeira mulher das Fiji a representar o país numa etapa do Championship Tour, depois de vencer os Fiji Trials.

Ulukilupetea “Tea” Kurop (FJI) - WSL / Fabio Silvestre
No masculino, o vencedor dos Trials Teo Degei terá também a oportunidade de competir contra a elite mundial na sua onda de casa. O australiano e campeão mundial júnior de 2022 Jarvis Earle completa o trio de convidados.
Jordy Smith continua a recuperar das lesões que o têm condicionado e será substituído em Fiji pelo compatriota Matthew McGillivray.
A competição arranca dentro de poucos dias. Depois dos tubos violentos de Teahupo’o, o Championship Tour muda-se para outra esquerda lendária do Pacífico.
E, depois do que aconteceu no Taiti, os olhos portugueses estarão novamente postos em Yolanda Hopkins.





