New Zealand Pro em risco? Falta de ondas aperta janela em Raglan
Com apenas alguns dias de ondulação aproveitável no horizonte — domingo, 17, e eventualmente terça-feira, 19 de Maio..
A competição foi suspensa este sábado em Manu Bay devido ao mar pequeno. A WSL volta a avaliar as condições no domingo, mas as previsões deixam pouco espaço de manobra até ao fim da janela, marcada para 25 de maio.
Com apenas alguns dias de ondulação aproveitável no horizonte — domingo, 17, e eventualmente terça-feira, 19 — o Corona Cero New Zealand Pro poderá ficar sob pressão para terminar dentro do período de espera. Curiosamente, um swell de grande dimensão deverá chegar a Raglan logo depois da janela oficial.
A competição do Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy, quarta etapa do Championship Tour 2026 da World Surf League, foi suspensa este sábado em Manu Bay, Raglan, devido à falta de ondas com qualidade suficiente para os melhores surfistas do mundo.
Depois de um primeiro dia de prova com boas condições, a organização encontrou este sábado um mar pequeno e fraco, com poucas oportunidades para realizar heats competitivos. A próxima chamada está marcada para este domingo, 17 de maio, às 7h15 locais, para um possível arranque às 7h30 na Nova Zelândia.
Em Portugal continental, isso corresponde a uma chamada no sábado à noite, pelas 20h15, com eventual início da competição pelas 20h30.
“Depois de um grande dia de competição ontem, chegámos hoje a Manu Bay e encontrámos ondas pequenas, fracas e com poucas oportunidades para os surfistas”, explicou Renato Hickel, Vice-Presidente de Tours e Competição da WSL. “Esperamos que a ondulação suba durante a noite, por isso voltaremos amanhã de manhã confiantes de que poderemos retomar a prova.”
Heats iniciais para Domingo:
Quando a competição regressar, ainda estarão por disputar os heats restantes da Ronda 2 masculina, com destaque para a entrada em prova do campeão mundial em título Yago Dora, que enfrenta o rookie sul-africano Luke Thompson no Heat 9. Outro confronto de peso será o Heat 15, entre Jack Robinson e o campeão olímpico Kauli Vaast, que se encontram pela terceira vez esta temporada.
Na prova feminina, a Ronda 2 trará para a água várias das principais cabeças-de-série, incluindo a atual número um mundial Luana Silva, que terá pela frente a bicampeã mundial Tyler Wright. A campeã mundial em título Molly Picklum defrontará Vahine Fierro, enquanto Carissa Moore entrará em ação no Heat 7 frente a Lakey Peterson.
Janela apertada até 25 de maio:
A situação meteorológica coloca agora alguma pressão sobre a organização. A janela oficial do evento decorre até 25 de maio, mas, segundo as previsões consultadas, Raglan poderá ter apenas mais dois momentos com alguma ondulação aproveitável até ao fim do período de espera: domingo, dia 17, e eventualmente terça-feira, dia 19.
Depois disso, o cenário parece voltar a ficar fraco durante vários dias, antes da entrada de um swell muito mais sólido nos dias 26 e 27 de maio — já fora da janela oficial da competição.
É um daqueles azares clássicos do surf competitivo: a ondulação chegar no timing errado. E não seria a primeira vez que um evento do Championship Tour fica condicionado por uma janela de espera apertada ou por um swell que entra demasiado tarde.
Ainda assim, se houver ondas minimamente consistentes, a WSL poderá acelerar o formato com heats sobrepostos, uma solução habitual quando há necessidade de completar várias rondas em pouco tempo. Com esse sistema, e caso Manu Bay ofereça condições suficientes, a prova ainda poderá avançar rapidamente.
Há alternativas a Raglan?
Em teoria, existem outras opções de surf na área, embora a logística de uma etapa do Championship Tour torne qualquer mudança de local uma operação complexa.
A alternativa mais evidente seria Ngarunui Beach. Situada na própria zona de Raglan, a cerca de 3,2 quilómetros de Manu Bay, Ngarunui é um beach break e pode oferecer ondas surfáveis quando os point breaks estão demasiado pequenos ou não recebem bem a ondulação. Num cenário de mar fraco em Manu Bay, seria a alternativa local mais imediata, embora com características muito diferentes da longa esquerda que motivou a escolha de Raglan para esta etapa do Championship Tour.No entanto, para uma etapa já instalada em Raglan, com estrutura, transmissão, atletas e público concentrados em Manu Bay, mudar de local seria sempre uma decisão extrema.
Para já, todos os olhos estão postos em domingo. Se a ondulação subir como previsto, o Corona Cero New Zealand Pro poderá regressar à ação. Caso contrário, a pressão sobre a janela de espera aumentará consideravelmente.
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