Alan Cleland antevê desafio em Raglan: “É uma onda muito tricky, vai dar-se melhor quem escolher as certas”
No vídeo de free surf que partilhamos hoje, o surfista mexicano deixou a sua leitura sobre Manu Bay após a sessão desta segunda feira dia 11 de Maio antes do New Zealand Pro, destacando a complexidade e imprevisibilidade da famosa esquerda neozelandesa.
A poucos dias do arranque do New Zealand Pro, etapa do Championship Tour da WSL, Alan Cleland deixou uma análise particularmente interessante sobre o desafio que espera os melhores surfistas do mundo em Raglan.
Após sair da água numa sessão de treino em Manu Bay, o surfista mexicano descreveu a onda como um verdadeiro quebra-cabeças competitivo.
“É uma onda muito tricky, e vai dar-se melhor quem conseguir escolher as ondas certas,” resumiu.
Segundo Cleland, apesar da reputação da icónica esquerda neozelandesa, a realidade competitiva poderá revelar-se bastante exigente.
“A onda é diferente porque tem uma secção mais crítica (ledge), mas ao mesmo tempo pode ficar bastante mole. Além disso, quebra em quatro spots diferentes,” explicou.
Essa irregularidade obriga os atletas a uma leitura muito precisa do mar, sobretudo na procura pelos momentos certos em que a ondulação ganha forma.
“Às vezes tens de encontrar o double-up certo. Se não apanhas essa secção, a onda fica muito mole.”
A leitura do mexicano sugere que esta poderá ser uma etapa onde a estratégia pesa tanto como a execução técnica, já que nem sempre as melhores ondas são fáceis de identificar — e muitas vezes passam despercebidas no lineup.
“Vês uma linha perfeita a formar-se e, de repente, ninguém está nela porque é difícil de ler e de apanhar.”
Outro ponto curioso levantado por Cleland prende-se com a abordagem técnica da onda, dependendo do posicionamento natural dos surfistas.
Na sua perspetiva, os surfistas que competem de backside poderão até ter uma ligeira vantagem.
“Acho que de backside talvez seja um pouco mais fácil porque não tens de acertar tanto no timing. Vais reagindo às secções conforme aparecem. Frontside poderá ser mais difícil porque não consegues encaixar da mesma forma.”
Ainda assim, Cleland acredita que o espetáculo está garantido.
“Os melhores do mundo conseguem lidar com tudo. Acho que vamos ver ondas muito divertidas durante este evento.”
Além do desafio técnico, a própria logística de entrada na água já revela detalhes estratégicos típicos de spots exigentes.
Tal como em Snapper Rocks, alguns surfistas estão a optar por entrar através das rochas para garantir posicionamento imediato no pico.
“Se entrares dali, tens uma remada de 10 segundos em vez de dois minutos ou mais.”
Com previsões promissoras e uma onda descrita pelos próprios atletas como complexa, Raglan promete oferecer um dos desafios mais técnicos e estratégicos desta temporada do CT.





