Gabriel Medina e Mick Fanning Gabriel Medina e Mick Fanning Instagram Gabriel Medina sexta-feira, 02 janeiro 2026 16:25

Fim de uma era: Gabriel Medina e Rip Curl seguem caminhos diferentes

Medina agradeceu à marca por uma relação que, nas suas palavras, “mudou a sua vida”. 

O anúncio feito por Gabriel Medina no final de dezembro de 2025 marcou oficialmente o fim de uma das parcerias mais icónicas da história do surf moderno. Após cerca de 17 anos ligado à Rip Curl, desde os tempos de júnior até ao topo do surf mundial, o tricampeão do mundo encerra um ciclo que ajudou a moldar não só a sua carreira, mas também a imagem global do surf brasileiro.

A despedida foi feita de forma emotiva, com Medina a agradecer à marca por uma relação que, nas suas palavras, “mudou a sua vida”. Do lado da Rip Curl, a resposta foi igualmente institucional e respeitosa, sublinhando os anos a “viver o The Search” e o impacto profundo do surfista na história e identidade da empresa.

Uma parceria histórica

Medina chegou à Rip Curl ainda adolescente, em 2009, e com a marca conquistou três títulos mundiais (2014, 2018 e 2021), vitórias em etapas do Championship Tour, notoriedade global e uma medalha olímpica. Durante quase duas décadas, Medina e Rip Curl foram praticamente indissociáveis — um caso raro de longevidade num mercado conhecido pela constante rotação de atletas e contratos.

Fragilidade da indústria ou mudança de ciclo?

A grande questão que agora se coloca é:estamos perante um sinal da fragilidade da indústria de surfwear ou apenas o fim natural de um ciclo desportivo e comercial?

O término acontece num momento em que o setor do surfwear atravessa um período delicado, marcado por reestruturações, mudanças de propriedade e um reposicionamento global das marcas históricas. Vários analistas apontam dificuldades em justificar contratos milionários num mercado cada vez mais fragmentado e competitivo.

Ao mesmo tempo, surge outra leitura possível: apesar dos mais de 14 milhões de seguidores no Instagram, será que a imagem de Gabriel Medina continua a ter o mesmo peso comercial direto para as marcas de surf tradicionais, quando comparada com novos perfis, narrativas e estratégias de marketing?

O que se sabe — e o que ainda é especulação

Até ao início de 2026, não existe qualquer confirmação oficial sobre o próximo patrocinador principal de Gabriel Medina. Nenhuma marca foi anunciada, nem há fugas de informação fiáveis que apontem um destino concreto.

O que a indústria admite é que existem vários cenários possíveis:

  • Grandes marcas globais de surfwear, interessadas em associar o nome de um tricampeão mundial ao seu posicionamento.

  • Marcas desportivas ou de lifestyle fora do surf, que vejam em Medina um embaixador global, para além do universo competitivo.

  • Empresas brasileiras de outros setores (banca digital, telecomunicações, tecnologia ou retalho), cada vez mais presentes no patrocínio de atletas de alto impacto mediático.

2026 pode ser o momento certo

Um fator pesa claramente a favor de Medina: 2026 marca o seu regresso pleno ao Championship Tour após lesão, o que devolve exposição mediática, competitiva e emocional ao atleta. Para qualquer marca, o “timing” pode ser ideal para iniciar uma nova narrativa, associada a um regresso, maturidade e legado.

 

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