quarta-feira, 08 dezembro 2021 09:15

Extensão do paredão de Matosinhos pode destruir um dos surfspots mais distintos de Portugal

As obras já começaram.

 

 

O projecto da extensão do paredão de Matosinhos já era causa de preocupação há algum tempo, tendo a Surfrider Foundation Porto iniciado um movimento de oposição que foi apoiado por uma boa parte da comunidade local. Apesar disso, o projecto vai ser levado avante e as obras já começaram. O plano é fazer uma extensão do paredão de Matosinhos de 300 metros que transformará a praia numa baía fechada, e a Surfrider Foundation Porto afirma temer “o pior: a destruição de um dos locais mais emblemáticos e frequentados do distrito do Porto, a acumulação da poluição numa baía fechada, a perturbação de ecossistema, etc”. Matosinhos é conhecido por oferecer 300 dias de ondas por ano, e com a finalização deste projecto, essa realidade pode desaparecer.

 

 

 

Manifestação "Diz Não Ao Paredão" em 2019

 

Consequências ambientais

 

Além da provável diminuição das ondas, esta obra de 217 milhões de euros poderá ter consequências ambientais, conduzir a uma pior qualidade de vida para os residentes e afastar turistas. Uma construção desta dimensão trará necessariamente consigo alterações no funcionamento do ecossistema, com alguns impactos previsíveis e outros imprevisíveis. O porto também passará a ter capacidade para acolher navios de maior tamanho, levando a mais poluição ambiental, visual e sonora.

Aspectos como a qualidade das praias e da gastronomia, nomeadamente do peixe, também ficarão em causa, e poderão pesar para a região enquanto destino de turismo que, por enquanto, é apelativo precisamente por estes aspectos.

No seu instagram, a Surfrider Foundation Porto expressou o “cansaço, frustração e impotência” perante a situação, mas afirma: “A nossa batalha não pode acabar aqui! Não depois de tudo o que já fizemos e com a paixão que temos pelo nosso oceano e pelo nosso planeta.”

 

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