Guilherme Fonseca Guilherme Fonseca
quinta-feira, 16 setembro 2021 14:08

Além-Mar #2 com Guilherme Fonseca

Fora da água, quais são as paixões dos surfistas?

 

“Além-Mar” é uma série de entrevistas em que conversamos com os surfistas sobre os seus hobbies e interesses quando não estão a surfar. O convidado de hoje é Guilherme Fonseca, membro da Noah Surf House.

 

 

Uma música que te anime num dia mau

Não tenho uma música específica. Ouço muito techno, ou rap, é o que gosto mais. Não gosto de músicas tristes, de amor ou de desilusão. Gosto é de energia.

 

Um filme perfeito para ver quando chegas a casa exausto

Às vezes gosto de ver séries antigas, como Breaking Bad, já vi umas quatro vezes, ou Prison Break. Gosto de as rever, sou viciado nas personagens.

 

Um livro que mudou a tua perspectiva do mundo

Por acaso não leio muito, já li mais. Fúria Divina, ou Vaticanum,  de José Rodrigues dos Santos. Agora estou a ler um livro muito bom, é o The Game (Neil Strauss), que fala sobre as regras do engate, é interessante. Mas a melhor leitura é mesmo viajar, isso é o que mais mudou a minha perspectiva do mundo.

 

 

“O meu maior sonho é entrar no WCT, é para isso que estou a trabalhar.”

 

 

Um sonho de criança que ainda não realizaste

Sinceramente, já realizei quase todos. O meu maior sonho é entrar no WCT, é para isso que estou a trabalhar, é para isso que surfo e treino.

 

Um atleta (que não seja surfista) que te inspire

Muitos. Michael Jordan, Cristiano Ronaldo, Kobe Bryant. Também adoro o David Goggings, adoro ver os discursos motivacionais dele. Novak Djokovic, Rafael Nadal, Anthony Joshua. Conor McGregor é o meu ídolo também. Sigo vários atletas.

 

 

Um destino de sonho que não seja para surfar

Não tenho. Quando vou viajar quero sempre surfar. Acho que isso seria uma viagem aborrecida para mim. Tem sempre que haver altas ondas, porque o surf é um modo de vida, é o meu vício, e acho que iria passar um bocado mal se viajasse sem ondas. Mas se calhar aguentava dois ou três dias na Bélgica, ou na Suíça para fazer snowboard.

 

 

“Acho que a caridade é uma coisa muito bonita.”

 

Uma causa social que te mova

Neste momento o que me move mais é ajudar as pessoas que têm menos dinheiro. Por vezes sinto que tenho tudo, e acho que a caridade é uma coisa muito bonita. Sou adepto de partilhar aquilo que tenho e não ficar com tanto. Já fui muito activista da protecção do ambiente, mas vejo que há muita hipocrisia, e não consigo ser um exemplo de sustentabilidade, apesar de fazer muito por isso. É um pouco hipócrita da nossa parte, que vivemos numa sociedade consumista, fazer algum tipo de activismo nesse sentido. Para isso, tínhamos que deixar de comer carne, tínhamos que deixar de andar de carro, de comprar telemóveis, de comprar tanta roupa. Vejo muitos activistas por aí que não fazem isso. Por isso o que me tem motivado mais para ajudar e ser melhor é a ideia de partilhar.

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