Os campeões. À direita Martim Paulino, à esquerda Francisco Ordonhas Os campeões. À direita Martim Paulino, à esquerda Francisco Ordonhas

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segunda, 08 abril 2019 10:32

Martim Paulino e Francisco Ordonhas sagraram-se campeões do Circ. Reg. Grande Lisboa

Condições difíceis marcaram a etapa da Costa da Caparica.

Martim Paulino e Francisco Ordonhas sagraram-se este Domingo campeões do Circuito Regional da Grande Lisboa sponsored by Almada Forum powered by Native Açaí.

A 5ª e última etapa do circuito decorreu com ondas de 1m a 1,5m na praia do Marcelino, Costa de Caparica.
 
Paulino levou para casa os títulos de Sub-16 e Sub-18, alcançando um dos objectivos que se propôs realizar este ano, enquanto Francisco Ordonhas sagrou-se campeão em Sub-14. O mar grande e vento forte verificados no sábado deram lugar a condições mais acessíveis no domingo. As ondas com potencial, principalmente direitas, proporcionaram aos atletas realizarem boas manobras. A prova foi organizada pela ASCC (Associação de Surf da Costa de Caparica) que apesar das condições climatéricas exigentes e do estado do mar, tudo fez para proporcionar as melhores condições aos atletas.

Em Sub-18, com a eliminação dos adversários directos Vasco Cordeiro e Martim Nunes antes da final, Martim Paulino ficou com a vida facilitada para alcançar o título. Mas Martim Ferreira, Afonso Candeias e José Champallimaud ainda poderiam ter uma palavra a dizer. No entanto, a meio da derradeira bateria do campeonato, Paulino abriu o lábio após uma queda contra a prancha e surfou algo limitado mas sem comprometer o seu surf. O surfista local e Champallimaud começaram fortes a impor o seu surf com vantagem para o primeiro. Mas o segundo, com a onda que viria a ser o seu back up (5.40 pontos), assumiu a liderança e venceu a final deixando Paulino em 2º lugar, Martim Ferreira em 3º e Afonso Candeias em 4º.


 
Na final de Sub-16 a discussão do título estava entre Martim Paulino(foto acima) e Daniel Nóbrega uma vez que Martim Nunes havia sido eliminado nas meias-finais numa bateria muito renhida.
Martim Ferreira começou forte com uma onda de 6 pontos onde finalizou com uma manobra crítica na junção. O surfista da Caparica esteve a liderar a bateria até quase ao final mas a última onda de Martim Paulino que valeu 5.70 pontos virou o resultado colocando-o na primeira posição, dando-lhe a vitória na prova e alcançando o título da categoria. Lourenço Sousa terminou em 3º e Daniel Nóbrega em 4º.


“Este era um dos meus objectivos desde o início do ano”, salientou Martim Paulino. “Comecei mal a final de Sub-16. Estava em 4º lugar até aos últimos seis minutos mas consegui virar nos últimos segundos e fiquei muito feliz. Na final de Sub-18 entrei melhor mas não consegui fazer as notas suficientes para alcançar a vitória. Foi um bom campeonato com condições que podiam ter estado melhores mas ainda tivemos algumas boas ondas. Vou lutar pelo título de campeão nacional, participar nos Pro Juniores e alguns QS mas nesta idade o que importa mais é evoluir”, referiu.
 
Em Sub-14, ao chegar à final, Francisco Ordonhas já era campeão por antecipação.
 Francisco Mittermayer e Tiago Faria dominaram a primeira metade da bateria fruto de uma conjugação de bons "snaps" e "carves" com finalizações fortes. Faria esteve muito activo e defendeu-se bem dos ataques dos adversários realizando uma onda de 6.5 pontos nos últimos cinco minutos. Quando tudo apontava para a sua vitória, Francisco Ordonhas reagiu a tempo e a sua última nota de 7 pontos virou o resultado alcançando a vitória e celebrando o título. Tiago Faria terminou em 2º lugar, João Roque Pinho em 3º e Francisco Mittermayer em 4º.


“Estou muito contente com a vitória mas agora vou focar-me para a Finalíssima”, assumiu Francisco Ordonhas. “As condições estavam complicadas mas estava igual para todos. Esperei por uma onda boa e quando ela veio, aproveitei. E ganhei. Agora é treinar mais para os próximos campeonatos”, finalizou.

“Apesar das condições adversas decidimos não adiar o campeonato e assistimos a bom nível de surf”, começou por dizer o presidente da ASCC, Miguel Gomes. “Quem quer ser surfista profissional tem que se habituar a competir em ondas difíceis com o objectivo de um dia chegar ao circuito mundial de surf. Agradecemos aos nossos patrocinadores Almada Forum, Native Açaí e World Surf Store que deram bons prémios aos atletas. Pensamos que esta fórmula dos circuitos regionais tem de ser revista pela Federação Portuguesa de Surf juntamente com os clubes de modo a que o circuito e os clubes não percam as suas identidades.Vamos solicitar o regresso do Circuito Nacional de Esperanças com várias etapas e todos devem estar em sintonia para termos uma competição cada vez melhor e mais justa”, concluiu.



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