Os atletas de Glenn Hall deram que falar na Gold Coast. Os atletas de Glenn Hall deram que falar na Gold Coast. Foto: WSL

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terça, 22 março 2016 12:42

GLENN HALL: DE SURFISTA PROFISSIONAL A TREINADOR DE SUCESSO

Depois de abandonar o World Tour no passado mês de dezembro, o irlandês dá que falar na nova carreira... 

 

Os últimos anos do surfista Glenn Hall foram algo atribulados pelo World Tour. À custa de uma lesão séria, o irlandês passou muito tempo sem competir e quando regressou às lides da WSL, embora continuasse a ser um surfista extraordinário, parecia que tinha perdido o “timing”. E o “timing”, como se costuma dizer, por vezes é tudo.

 

Glenn “Micro” Hall decidiu então encerrar a carreira na World Surf League em dezembro último, após perder para Adriano de Souza na ronda 3 do Billabong Pipe Masters. Não houve festa nem circunstância e muito menos lágrimas envolvidas, apenas um comunicado oficial feito em frente às câmaras da WSL pelo próprio.

 

No entanto, a saída de cena foi apenas parcial e momentânea, porque, na verdade, Glenn Hall continua pelo World Tour, só que assumindo funções diferentes. Em vez de surfista profissional, Glenn dedica-se agora a treinar futuros valores do surf que fazem parte da elite mundial e que, tal como ele em tempos, também visam alcançar a licra amarela e o primeiro lugar do ranking internacional.

 

Para já a situação tem sido proveitosa, referiu um meio de imprensa australiano, já que, além de um salário, Glenn Hall também tem direito a uma percentagem (cerca de 10%) do prémio conquistado pelos atletas que treina. E os seus pupilos são nada mais nada menos do que Laura Enever, Matt Wilkinson e Tyler Wright. Os últimos dois acabaram de vencer a etapa inaugural na Gold Coast…

 

Numa estimativa simples, feita pelo próprio meio, o goofy de 34 anos pode agora arrecadar 400 mil dólares australianos (cerca de 270 mil euros) só em prémios nesta temporada. A nova vida de Glen Hall é um sucesso e, pasmem-se, bem melhor que a anterior de surfista profissional onde tinha que andar a batalhar por sponsors e muitas vezes a contar tostões para poder correr o tour mundial.

 

- Em Pipeline, em dezembro, precisamente na última bateria da sua carreira no World Tour. Foto: KC/WSL

 

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