Fotografia: Cerimónia de abertura dos ISA World Surfing Games 2026 / ISA/Sean Evans. sábado, 07 novembro 2026 15:02 Portugal inicia caminho para Los Angeles 2028 nos ISA World Surfing Games do Peru
Francisco Ordonhas, Frederico Morais, Guilherme Ribeiro, Mariana Garcia e Francisca Veselko representam Portugal no Mundial de Surf da ISA, que decorre de 6 a 15 de novembro, em Punta Rocas, no Peru.
A competição marca o arranque da atribuição de vagas olímpicas para Los Angeles 2028 e reúne algumas das maiores estrelas do surf mundial.
A corrida aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 começou oficialmente no Peru, com a cerimónia de abertura dos ISA World Surfing Games 2026, realizada esta sexta-feira, 6 de novembro, no Centro de Alto Rendimento de Punta Rocas.
A competição, que arranca este sábado, 7 de novembro, reúne 230 surfistas de 52 países, incluindo 30 atletas olímpicos, e representa o primeiro grande momento de qualificação do surf para os próximos Jogos Olímpicos.
Portugal apresenta uma seleção que combina experiência internacional e juventude, com Francisco Ordonhas, Frederico Morais e Guilherme Ribeiro no masculino, e Mariana Garcia e Francisca Veselko no feminino.
Portugal aposta na experiência e na nova geração
A seleção portuguesa masculina reúne três surfistas com percursos distintos, mas experiência competitiva relevante.
Francisco Ordonhas, campeão nacional em título, chega ao Peru como um dos representantes da nova geração do surf português, depois de uma temporada de afirmação no panorama nacional.
Ao seu lado estará Frederico Morais, antigo integrante do Championship Tour da World Surf League e representante de Portugal nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A experiência de Kikas nas principais competições internacionais poderá ser um trunfo importante para a equipa portuguesa.
Guilherme Ribeiro, antigo campeão nacional e competidor do circuito Challenger Series, completa o trio masculino, trazendo experiência nas competições internacionais da WSL.
Na competição feminina, Portugal contará com Francisca Veselko, uma das principais representantes da nova geração portuguesa, e Mariana Garcia, que integra a equipa nacional nesta importante etapa do ciclo olímpico.
A classificação coletiva assume especial importância nesta edição, uma vez que estarão em disputa as primeiras vagas olímpicas atribuídas através dos ISA World Surfing Games.
Como funciona a qualificação para Los Angeles 2028?
Os ISA World Surfing Games 2026 inauguram a atribuição de vagas para o surf nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Nesta edição, a seleção masculina mais bem classificada conquistará uma vaga olímpica para o respetivo país, acontecendo o mesmo com a seleção feminina vencedora.
Estas vagas são atribuídas aos países e não diretamente aos surfistas que competem no Mundial.
O sistema olímpico prevê um limite habitual de dois surfistas por género e por país, mas as vagas coletivas conquistadas nos Mundiais da ISA permitem que uma nação possa apresentar um terceiro atleta no mesmo género.
Assim, o Mundial do Peru não determina, por si só, quais serão os surfistas que representarão cada país em Los Angeles, mas poderá garantir uma vaga adicional às seleções vencedoras.
O mesmo sistema de atribuição de vagas coletivas voltará a ser utilizado nos ISA World Surfing Games de 2027.
Para Portugal, o objetivo passa por alcançar a melhor classificação possível, tanto individual como coletivamente, numa competição que poderá ter consequências importantes para a presença nacional em LA28.
Cinco medalhados olímpicos entre as estrelas presentes
O Mundial do Peru reúne alguns dos maiores nomes do surf internacional, incluindo campeões olímpicos e antigos vencedores dos ISA World Surfing Games.
Entre os principais destaques estão Italo Ferreira, campeão olímpico em Tóquio 2020, Carissa Moore, vencedora do ouro feminino na mesma edição, e Kauli Vaast, campeão olímpico em Paris 2024, nas ondas de Teahupo'o.
Também participam Kanoa Igarashi, medalha de prata em Tóquio, Johanne Defay, bronze em Paris, e Jack Robinson, vice-campeão olímpico em 2024.
A australiana Stephanie Gilmore, oito vezes campeã mundial da WSL, marcou presença na cerimónia de abertura, onde prestou o juramento de desportivismo em representação dos atletas.
A Austrália chega ao Peru como campeã mundial por equipas em título, enquanto a espanhola Janire González Etxabarri procura defender a medalha de ouro individual conquistada em 2025.
Punta Rocas recebe o início de um novo ciclo olímpico
A cerimónia de abertura ficou marcada pelo tradicional ritual Sands of the World, durante o qual representantes das diferentes seleções juntaram areia das praias dos seus países num único recipiente, simbolizando a união das nações através do surf.
A edição de 2026 assinala ainda a estreia da Roménia e do Uzbequistão nos World Surfing Games.
O presidente da ISA, Fernando Aguerre, destacou o significado deste novo ciclo olímpico, recordando o percurso da modalidade desde a estreia em Tóquio até aos próximos Jogos de Los Angeles.
«Houve um tempo em que o surf olímpico era um sonho impossível. Hoje é uma realidade. Estamos já no terceiro ciclo olímpico: primeiro Tóquio, depois Teahupo'o e agora Los Angeles, com Trestles, na Califórnia», afirmou.
O Peru recebe novamente uma das principais competições internacionais da modalidade, depois de ter acolhido anteriores edições do Mundial e de conquistar títulos coletivos em casa.
Competição arranca este sábado
As primeiras baterias estão previstas para este sábado, 7 de novembro, a partir das 7h00 locais, em Punta Rocas.
A competição decorrerá até 15 de novembro, com provas previstas em Punta Rocas e El Bosque, estando as finais e a cerimónia de encerramento agendadas para o último dia.
Calendário dos ISA World Surfing Games 2026
6 de novembro — Cerimónia de abertura
7 a 14 de novembro — Competição em Punta Rocas e El Bosque
15 de novembro — Finais e cerimónia de encerramento




