A invenção mais estranha do surf? Levaram uma bicicleta de águas paradas para o mar
O Aqua Skipper desloca-se sobre a água através do movimento constante do utilizador, que tem de saltar repetidamente para manter o aparelho em funcionamento.
Há invenções que parecem destinadas a desaparecer rapidamente, mas que continuam guardadas na memória coletiva pela sua aparência invulgar. O Aqua Skipper, apresentado em 2005 como uma espécie de bicicleta aquática sem pedais, é um desses casos.
Mais de duas décadas depois, o grupo norte-americano Sickos decidiu recuperar o curioso equipamento e colocá-lo à prova não apenas em águas calmas, mas também no meio das ondas.
Um aparelho movido a saltos
O Aqua Skipper desloca-se sobre a água através do movimento constante do utilizador, que tem de saltar repetidamente para manter o aparelho em funcionamento.
A técnica exige equilíbrio, ritmo e um esforço físico considerável. Antes de avançarem para o oceano, os elementos dos Sickos começaram por testar o equipamento num lago, onde rapidamente perceberam que a experiência seria bastante mais difícil do que parecia.
“Parece uma coisa saída do Lorax. É completamente ridículo”, comentou Forest Lawson, um dos membros do grupo.
Do lago para o lineup
Depois de conseguirem percorrer alguns metros em águas planas, os Sickos decidiram aumentar a dificuldade e levar o Aqua Skipper para o mar.
Com a ajuda de uma mota de água, transportaram o aparelho até ao lineup e tentaram colocá-lo a funcionar entre as ondas. Apenas dois elementos da equipa conseguiram dominar minimamente a técnica necessária para realizar o teste.
A tarefa revelou-se extremamente exigente, sobretudo porque o utilizador precisa de continuar a impulsionar o aparelho enquanto procura equilíbrio e tenta acompanhar o movimento do oceano.
“Foi provavelmente uma das coisas mais cansativas e físicas que alguma vez fiz”, reconheceu Will Crumpacker após a experiência.
Pouco surf, muita diversão
O Aqua Skipper está longe de representar uma alternativa real a uma prancha de surf. Ainda assim, o grupo conseguiu aquilo a que se propôs: recuperar uma invenção quase esquecida, testar os seus limites e transformar o desafio num momento de diversão.
O vídeo mostra várias tentativas, quedas e alguns breves momentos em que o aparelho consegue deslizar sobre a superfície, confirmando que, apesar de pouco prático, continua a despertar curiosidade mais de 20 anos depois da sua criação.
Para surfar ondas existem certamente opções melhores. Mas poucas serão tão estranhas ou capazes de proporcionar uma experiência semelhante.





