Gabriel Medina é o actual líder do ranking mundial masculino / click por WSL - Hanna Anderson sexta-feira, 08 maio 2026 15:31 WSL à Venda? World Surf League Explora Novos Investimentos e Parcerias Estratégicas
O surf é um "nicho" extremamente valioso e fiel.
A notícia surge acompanhada de uma revelação estratégica: a liga vendeu silenciosamente a sua participação no icónico Kelly Slater Surf Ranch.
A notícia, avançada inicialmente pela Sportico, surge num momento em que a WSL celebra a sua 50.ª temporada competitiva. Segundo um porta-voz da liga, a decisão de explorar "alternativas estratégicas" visa acelerar a próxima fase de crescimento da modalidade.
O Fim da Era Surf Ranch?
Um dos pontos mais surpreendentes desta movimentação é a venda da participação da WSL no Surf Ranch,(fonte theinertia) em Lemoore, Califórnia. A tecnologia de ondas artificiais desenvolvida por Kelly Slater foi, durante anos, a "joia da coroa" da estratégia de expansão da liga.
Este desinvestimento silencioso sugere uma mudança de rumo: a WSL parece estar a afastar-se da gestão direta de infraestruturas de piscinas de ondas para se focar no seu core business — a organização de eventos e a produção de conteúdos digitais. Esta "limpeza" de ativos é um passo clássico em empresas que se preparam para uma aquisição, tornando a estrutura mais leve e atrativa para novos compradores.
Crescimento Recorde e Engagement Digital
Apesar do desinvestimento no Surf Ranch, a saúde financeira e de audiência da liga parece estar no auge. Dados partilhados com potenciais investidores revelam que o recente evento em Gold Coast atraiu mais de 50.000 espetadores e um aumento de 30% na audiência online.
Atualmente, a WSL conta com 80 milhões de espetadores anuais e 1,3 mil milhões de interações nas redes sociais. O perfil do fã é particularmente apelativo para o mercado: uma idade média de 38 anos e uma lealdade extrema, com 77% dos seguidores no Instagram a não acompanharem outras grandes ligas desportivas.
Liderança Brasileira e o Papel do Raine Group
No plano desportivo, a liga continua a ser dominada pela "Tempestade Brasileira", com Gabriel Medina e Luana Silva a liderarem os rankings mundiais.
Para gerir o processo de venda ou parceria, a WSL contratou o Raine Group, o gigante das fusões e aquisições que mediou as vendas do Manchester United e do UFC. O desfecho poderá passar por uma venda total a uma empresa de media, a entrada de fundos de capital privado ou parcerias estratégicas que garantam a sustentabilidade da liga para os próximos 50 anos.
Recorde-se que a atual estrutura da WSL nasceu em 2012, quando o bilionário Dirk Ziff adquiriu a antiga ASP (Association of Surf Professionals). Em 2021, houve conversações para uma venda à Netflix, que acabaram por não se concretizar. Agora, com o mercado de desportos de ação em ebulição e a proximidade dos Jogos de Los Angeles 2028, o cenário parece mais propício do que nunca para uma mudança de mãos ou uma parceria de peso.
O desfecho poderá passar por uma venda total, pela entrada de parceiros estratégicos ou por investimentos minoritários de empresas de media ou fundos de capital privado.
*É importante referir que esta movimentação acontece num momento de reestruturação do calendário, com o CT a terminar agora em Pipe Masters, no Havai.




