Rip Curl Pro Bells Beach estreia novo formato do Championship Tour 2026
Uma das maiores mudanças dos últimos anos no Championship Tour.
Etapa australiana marca o arranque de uma temporada com mudanças profundas no sistema competitivo da WSL, desde a primeira bateria até à luta pelo título mundial.
O Rip Curl Pro Bells Beach arranca hoje e traz consigo uma das maiores mudanças dos últimos anos no Championship Tour. A etapa australiana assinala a estreia oficial de um novo formato de competição, que promete aumentar a pressão desde o primeiro dia e valorizar ainda mais a consistência ao longo da temporada.
A principal novidade é simples de perceber: deixou de existir repescagem. Ou seja, quem perde fica imediatamente fora da prova. Esta alteração torna cada bateria muito mais decisiva logo desde o arranque, eliminando a margem de erro que existia em formatos anteriores.
Ranking passa a pesar ainda mais
Outra das mudanças importantes é a forma como os surfistas entram em prova. O quadro competitivo passa a estar dividido em duas fases, com base no ranking de 2025. Os atletas mais bem colocados entram diretamente na segunda ronda, enquanto os restantes começam na primeira fase a disputar vagas.
Na prática, isto significa que o ranking ganha ainda mais peso, já que uma boa posição à entrada da temporada pode permitir evitar uma ronda extra e entrar mais tarde na competição.
Quadro masculino mais direto e sem rede de segurança
No masculino, a primeira fase junta vários surfistas em baterias de apuramento, com poucos lugares disponíveis para seguir em frente. Os melhores avançam para enfrentar os cabeças de série e, a partir daí, o formato transforma-se em confronto direto até à final.
Com a ausência de repescagem, cada heat passa a ter um peso maior e a pressão aumenta significativamente em cada ronda.
Feminino também entra num modelo mais intenso
No quadro feminino, o formato segue a mesma lógica de simplificação e intensidade. As surfistas que entram na primeira fase terão de superar esse primeiro obstáculo para enfrentar depois as top seeds na ronda seguinte.
A partir daí, a competição segue diretamente para quartos-de-final, meias-finais e final, num modelo mais curto, mais duro e com menos oportunidades para recuperar de um erro.
Corte mantém-se após a nona etapa
A temporada de 2026 contará com 36 homens e 24 mulheres durante a maior parte do ano. Depois da nona etapa, acontece novamente o Mid-season Cut, que reduz o número de competidores para 24 homens e 16 mulheres na reta final do circuito.
Isso significa que a luta por lugares de permanência e acesso às fases decisivas continuará a ser um dos grandes focos da época.
Fim do Finals Day e regresso do ranking acumulado
Talvez a mudança mais simbólica de todas seja o desaparecimento do Finals Day. Em 2026, o título mundial deixa de ser decidido num só dia e passa novamente a resultar do ranking acumulado ao longo da temporada.
Isto devolve maior importância à regularidade, premiando quem conseguir manter um nível elevado do primeiro ao último evento.
Ao mesmo tempo, o Pipe Masters volta a assumir o papel de etapa final com peso reforçado, passando a atribuir 15.000 pontos, o que poderá tornar a última prova da temporada decisiva nas contas do título.
Bells abre nova era do CT
É neste contexto que Bells Beach ganha uma importância especial. Para além de ser uma das etapas mais icónicas do calendário, a prova australiana passa agora a ser também o palco de arranque de uma nova era competitiva no surf mundial.
Com menos margem para falhar, mais peso do ranking e um campeonato desenhado para valorizar a consistência, o CT 2026 começa hoje com um formato renovado e com muito mais em jogo desde a primeira buzina.





