Erik Logan - começou com medo do mar e terminou como CEO da WSL via Twitter sexta-feira, 29 julho 2022 09:08

Erik Logan - começou com medo do mar e terminou como CEO da WSL

Erik Logan começou a surfar aos 40 anos. 

 

 

A culpa foi de Steven Spielberg.

O filme Jaws foi o motivo pelo qual Erik Logan esperou até aos 40 anos para ganhar a coragem de enfrentar o mar com uma prancha de surf, como o próprio contou em entrevista para o Southbay.

Em 2011, Logan estava a morar em Manhattan Beach e era o presidente da Oprah Winfrey Network. Precisava de alguma actividade que o ajudasse a descontrair do trabalho, e o surf, que, visto de fora, "parecia interessante e divertido", acabou por servir esse propósito. Logan conseguiu esquecer os tubarões de Hollywood e tentar a sua sorte numa prancha. 

 

 

Mara Brock Akil, Oprah Winfrey, Erik Logan / OWN

 

 

Logan descreve o surf e o contacto com o mar como "um momento pessoal, espiritual, que te conecta com a alma". Cada surfada é única porque "cada onda é diferente, e foi criada a milhares de quilómetros de distância". 

Erik Logan considera que o surf, que servia inicialmente como um escape, fez dele um melhor profissional. E acabou também por ser o veículo que o levou por um caminho novo na sua carreira. Esse caminho foi dar à World Surf League. Entrou na WSL em 2019 como chefe do estúdio de produção. Um ano depois, passou a ser o CEO.

O seu objectivo é fazer crescer a popularidade do surf, e uma das estratégias usadas pela WSL é a criação de conteúdo televisivo que seja único e interessante, de modo a cativar um público que de outra forma não teve contacto com a modalidade. A WSL já produziu dezenas de séries originais, bem como o reality show The Ultimate Surfer e o documentário Make Or Break, disponível na Apple TV+.

 

 

Todos os caminhos vão dar às ondas

 

Logan considera que tem sorte pelo facto de a sua paixão coincidir com o seu trabalho, mas também argumenta que, se não fosse o caso, dificilmente poderia ser CEO da WSL. "Se vais liderar uma organização global focada num desporto", explica, "é crucial que tenhas um conhecimento amplo e profundo sobre esse desporto". 

E assim, em 10 anos, Erik Logan foi do pavor ao mar a uma vida inteiramente ligada ao mar. Vemos através da sua história que o futuro é imprevisível, e não vale a pena tentar adivinhar onde estará Erik daqui a dez anos, mas ele garante que não estará longe da água: "Seja a fazer surf, bodysurf, ou kayak, simplesmente tento procurar o máximo número possível de maneiras de estar dentro ou perto do mar". 

Quanto ao seu papel na WSL, afirma que "é profundo demais para conseguir pôr em palavras". É um trabalho pelo qual tem muito amor, e que faz com que ele "alargue e aprofunde o carinho pelos atletas e pelas centenas de pessoas que nas últimas quatro décadas de dedicaram ao surf profissional. É um privilégio e uma honra fazer este trabalho todos os dias". 

 

 

 foto: Jeff Berting (via Southbay)

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