terça-feira, 09 março 2021 10:56

Documentário pretende mudar mentalidade cultural de que as raparigas do Sri Lanka não surfam

Mas para isso precisa de ajuda...

Ao longo da costa sul do Sri Lanka, o surf está em toda parte. No entanto, apenas estrangeiros e homens locais preenchem os lineups. O surf não é considerado um desporto para as raparigas do Sri Lanka, resultado de expectativas culturais e sociais que muitas vezes colocam as mulheres dentro de casa, especialmente nas áreas rurais. Espera-se que as meninas sigam certos padrões: frequentar a escola, estudar, trabalhar, casar e começar uma família.

O oceano simplesmente não é visto como um lugar para as mulheres, mas o documentário “We Are Like Waves” quer mudar esse cenário.

O documentário conta a história de Sanu, uma jovem que cresceu a ver o irmão surfar, mas nunca considerou isso uma opção para si mesma. Quando Sanu fez 18 anos começou a trabalhar na cozinha de um surfcamp ao lado do seu irmão, que trabalhava como instrutor de surf.

No surfcamp, Sanu era frequentemente convidada por estrangeiros a surfar, mas o seu medo do oceano e ir contra as expectativas da sua comunidade fez com que recusasse a oferta repetidas vezes. Um dia, Sanu foi convidada pela sua chefe e mentora, Sophie, para se juntar a ela no SeaSisters, um programa semanal de natação e surf estabelecido para meninas do Sri Lanka para ajudar a inspirar e fortalecer através do surf. Hesitante, mas curiosa, Sanu correu o risco.

 

 

O documentário conta a história de Sanu, uma das primeiras surfistas do Sri Lanka

 

 

We Are Like Waves é um olhar íntimo sobre como o surf mudou a vida de Sanu, documentando as lutas e avanços para se tornar uma das primeiras surfistas do Sri Lanka. Uma história poderosa que o mundo precisa de ver mas, para que tal seja possível, o documentário, dirigido por Jordyn Romero, uma premiada cineasta de documentários, precisa de fundos, o que levou à criação de uma campanha de crowdfunding.

A campanha tem como objetivo angariar 10.000 dólares para pós-produção, distribuição e para pagar o empréstimo de produção.

Esta história não é apenas a de Sanu, é a história de muitas surfistas de todo o mundo e podes ajudá-la a chegar a um maior público contribuindo para esta campanha aqui.

 

 


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