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Ruben Gonzalez a competir com a "Dragon" no Allianz Figueira Pro, 3ª etapa da Liga MEO Surf. Ruben Gonzalez a competir com a "Dragon" no Allianz Figueira Pro, 3ª etapa da Liga MEO Surf. Foto: Pedro Mestre/ANSurfistas

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quarta, 06 junho 2018 15:18

Tetracampeão nacional Ruben Gonzalez ajuda a desenvolver a “Dragon”

É o primeiro modelo de prancha de surf lançado pelo surfista de Cascais… 

 

Ruben Gonzalez, que detém 4 títulos nacionais de surf open, conseguidos em 2004, 2005, 2006 e 2008, acaba de nos dar a conhecer “Dragon”, um projeto de ano e meio de duração que ajudou a desenvolver e que resultou na sua primeira prancha de surf de assinatura pessoal. O objetivo, claro, como já se pode adivinhar, é desbundar nas ondas do oceano. 

 

O próprio faz a atualização que se impõe: 

 

Fala-nos um pouco mais deste teu primeiro modelo de prancha de surf. Quais são, na verdade, as suas principais valências e notas de destaque?

RG: Este modelo chama-se “Dragon” e realmente o que mais destaco nele é a facilidade com que se consegue fazer as manobras e andar nas ondas. Facilidade de manobra após manobra, “flow” extraordinário e prancha muito rápida. Perfeita para todo o tipo de ondas até 1 metro e meio.

 

Como foi participar no desenvolvimento desta nova prancha?

RG: Já faz algum tempo até que chegámos a este final. Conseguir algo que realmente se destacasse das pranchas mais convencionais. Deu-me uma motivação extra para surfar, o facto de estar incluído num processo como este.

 

Durante a fase de testes, o que mais te surpreendeu nesta prancha?

RG: O que mais me impressionou foi o peso da prancha, o seu visual durante o surf e a facilidade com que fazia as coisas. Mas ainda faltava uns retoques finais, a nível de fibragens, a aplicação do flowteck e blank ideal de EPS. Porém, tudo se realizou.

 

O processo de construção é algo diferente ao de uma prancha convencional… 

RG: Sim. Tem toda ela apresenta um conjunto de materiais e acabamentos diferentes de uma prancha normal. Ela acaba por ter o blank de EPS/Epoxy, depois feita a vácuo o que a torna na prancha mais leve, carbono para torná-la mais resistente e depois é aplicado no fundo da prancha o “flowteck", que é uma aplicação feita pelo Lino, onde o fundo da prancha tem o mesmo acabamento que as bolas de golfe.

 

A início julgou-se que esta fosse uma prancha apenas para mar pequeno, mas depois não foi bem assim. Como sentiste a sua adaptação e resposta a ondas maiores e onshore?

RG: Foi impressionante como a prancha em ondas de um metro e meio e mar forte funcionou. Agarrava em todas as curvas e manobras mais arriscadas. Como se estivesse a surfar ondas de meio metro. Isso foi o que mais me surpreendeu. Ainda para mais, a leveza e facilidade com que ela disparava de manobra para manobra. Claro que não quis outra coisa e vi logo que tinha aqui algo de excelente e que era de dar a conhecer.

 

O resultado final revelou uma prancha mais leve. Isso pode ser uma vantagem em que sentido e para que tipo de surfistas?

RG: Tem o peso ideal para que qualquer surfista consiga fazer realmente aquilo que quer de uma forma suave e fácil. Desde o pegar na prancha, ao apanhar a onda, mais velocidade na onda, o que faz com que tenha mais facilidade ao fazer as manobras que pretende. Depois é um modelo que vai de 5´5 a 6´2 e aí faz-se as medidas certas para a pessoa pretendida. Recomendo mesmo.

 

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