sexta-feira, 05 março 2021 11:53

Surfistas que fizeram comebacks inspiradores após lesões devastadoras

E nos mostram o seu poder de superação...

Ao longo dos anos foram vários os surfistas profissionais que se lesionaram e voltaram à competição após um longo período de recuperação. Para muitos, as lesões devastadoras que alguns destes atletas sofreram afastaria-os do mundo competitivo, ou até mesmo do surf, mas as quatro  histórias de recuperação que te trazemos hoje mostram o poder de superação que existe em cada um de nós e que  somos capazes de superar qualquer adversidade quando nos movemos com paixão, determinação e foco. 

 

 

Tyler Wright

Foto:WSL/Cait Miers

 

 

Em Julho de 2018, durante uma viagem de treino a África, a surfista australiana contraiu a gripe A. Quando voltou para casa alguns sintomas melhoraram, mas outros pioraram consideravelmente. Os seus médicos diagnosticaram Síndrome Pós-Viral, o que a enviou numa verdadeira montanha-russa. A atleta passou a sentir, quase sistematicamente, sensibilidade à luz e ao som, dores de cabeça e nevoeiro cerebral. Situações stressantes e pequenas tarefas tornaram-se extremamente difíceis e, consequentemente, surfar com a elite mundial estava fora de questão, o que a levou a retirar-se de quase toda a temporada do Championship Tour (CT) de 2019.

Após um longo processo de recuperação de 17 meses, Tyler Wright voltou à competição na última etapa do CT desse ano, a Lululemon Maui Pro, e teve um incrível regresso ao conquistar o segundo lugar na etapa tendo apenas sido parada pela 7x campeã mundial, Stephanie Gilmore.

 

 

 

Owen Wright

Foto: WSL /Ed Sloane

 

 

Em Dezembro de 2015, Owen Wright sofreu uma grave lesão, uma concussão cerebral durante uma sessão de treino para a etapa do Pipeline Masters, no Havaí.

A lesão obrigou-o a retirar-se do Championship Tour e deixou-o de tal forma debilitado que teve de reaprender a surfar.

A sua longa e silenciosa batalha de recuperação deixou o mundo do surf a duvidar se o atleta australiano pudesse voltar a competir no circuito mundial, mas, após uma longa paragem de mais de um ano, o atleta, irmão de Tyler Wright, regressou ao Championship Tour de 2017 em grande ao vencer a primeira etapa do circuito mundial, o Quiksilver Pro Gold Coast, frente ao seu conterrâneo e amigo Matt Wilkinson.

 

 

 

Billy Kemper

Foto: WSL / DMosqueira

 

 

Em fevereiro de 2020, Billy Kemper sofreu uma lesão que mudou radicalmente a sua vida. O big rider havaiano estava no auge da sua carreira quando viajou para Marrocos para perseguir um swell único que proporcionou ondas perfeitas em Safi Point onde o surfista fez uma sessão de surf de 10 horas acompanhado por Luke Davis e Koa Smith.

A sessão prometia ser a melhor da sua vida até ao momento, mas tudo mudou quando sofreu um violento wipeout ao encaixar para um tubo. Na sequência da queda, o campeão mundial de ondas grandes acabou por partir a pélvis e rasgar os ligamentos dos joelhos, tendo sido levado por um avião de transporte médico para os Estados Unidos para ser tratado.

A lesão criou a dúvida não só sobre se algum dia voltaria a surfar mas também sobre tudo o que antes tinha como garantido, como andar ou pegar nos  seus filhos ao colo.

Em Dezembro de 2020, após mais de 8 meses de recuperação cheia de altos e baixos, o big rider voltou à água e fez uma incrível sessão de surf em Jaws, uma das mais icónicas e temidas ondas do Havaí.

 

 

 

John John Florence

Foto: WSL/ Tony

 

 

No início de 2019 tudo parecia correr de feição para o bi-campeão mundial no Championship Tour. Após ter sido afastado do circuito mundial de surf em 2018 devido a uma ruptura parcial no ligamento cruzado do joelho direito durante uma sessão de freesurf em Bali, John John Florence voltou a juntar-se à elite mundial com muita vontade de vencer mas voltou novamente a magoar o joelho direito nos oitavos de final da etapa brasileira Oi Rio Pro ao descolar num aéreo.

A lesão levou não só o surfista a retirar-se das seguintes etapas do CT como também a fazer uma cirurgia ao joelho. O atleta enfrentava um longo período de recuperação num ano em que estava em jogo a oportunidade de uma vida para os atletas, a conquista de uma vaga olímpica.

Ver John John Florence representar a bandeira americana nos Jogos Olímpicos de Tóquio parecia um feito impossível. Com apenas duas vagas disponíveis por país (por género), e com John John longe do CT e com uma recuperação que demoraria meses, tudo apontava para que Kelly Slater assegurasse uma das duas vagas disponíveis.

Após a qualificação de Kolohe Andino e com a segunda vaga olímpica em aberto na etapa do Pipe Masters, a última do CT, John John deu tudo por tudo e, contra as ordens dos médicos, decidiu competir numa das mais desafiantes ondas do tour, Pipeline, na tentativa de assegurar a sua presença nos olímpiadas onde o surf irá fazer a sua estreia.

A disputa entre os dois titãs do surf fez crescer o entusiasmo dos fãs, e numa etapa em que tanto estava em jogo John John mostrou o seu poder da superação e resiliência ao conquistar mais um marco na sua carreira – a segunda vaga olímpica americana.

 

 

 

 

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