Beatriz Macedo, 17 anos, São Miguel, Açores. Beatriz Macedo, 17 anos, São Miguel, Açores. Foto: Miguel Rezendes

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domingo, 24 dezembro 2017 01:26

Beatriz Macedo

Chega-nos das ilhas açorianas, de Ponta Delgada, e é uma das promessas femininas lusas… 

 

Hoje abrimos espaço a mais uma jovem surfista do panorama nacional. Vem de Ponta Delgada e já a vimos a competir em alguns campeonatos de nível nacional e até Pro Junior europeus. É o novo perfil da semana a dar sinal! 

 

Nome? 

Beatriz Macedo.

 

Idade? 

17 anos. 

 

Praia local? 

Areal de Santa Bárbara, São Miguel, Açores. 

 

Estudos? 

Estou a fazer o 12º ano de escolaridade. 

 

“O à-vontade [de John John] na água, o seu estilo a surfar e a forma

como “brinca” com as ondas são características que sempre me impressionaram"

 

- Foto: João Bracourt

 

Anos de surf? 

Cinco anos. 

 

Quiver? 

5’4 e 5’6, ambas da Polen Surfboards. 

 

Porque escolheste praticar surf?

Sempre gostei muito do mar e das ondas. Já tinha experimentado num verão, mas como fazia muitos desportos, o tempo não dava para tudo. Contudo, o meu pai, que sempre adorou o mar, continuou a insistir em levar-me para o surf e ainda bem que o fez porque acabei por me apaixonar e escolher este como o meu desporto de eleição.

 

Pico preferido? 

Santa Iria, na ilha de São Miguel. 

 

"Nunca lidei muito bem com a pressão e divirto-me mais no free surf"

 

- Foto: Francisco Garcia

 

Última surfada memorável?

A última vez que surfei em casa (em São Miguel), na praia de Santa Bárbara. Lembro-me bem, eram 9h, as ondas estavam com 1m e alguns sets de 1,5m, vento offshore e só eu e o meu pai na água. Surfámos durante a manhã toda, sempre sozinhos. Infelizmente, não fiquei mais tempo  porque tinha um avião para apanhar.

 

Maior susto? 

Quando fiz um traumatismo craniano, durante um estágio, num pico que me apresentaram como “a Bolina”. Estava maré vazia, apanhei uma onda e ao cair meti as mãos à cabeça, quando me levantei tinha cortes nas mãos e um na cabeça, mas não parecia nada de grave. Fui para casa e passei a noite toda a vomitar. No dia seguinte fui ao hospital e acabei por passar lá três noites.

 

Última viagem de sonho? 

Fiz uma viagem de autocaravana até Sopelana (norte de Espanha). Foi muito giro!

 

“As raparigas são muitas vezes desvalorizadas e é muito bom ver uma

surfista portuguesa [como a Teresa Bonvalot] a realizar grandes feitos"

 

- Foto: Miguel Rezendes

 

Competição ou free surf? 

Já gostei mais de competição, mas nunca lidei muito bem com a pressão e divirto-me mais no free surf. Este ano estou a dedicar-me ao sonho de ser modelo e atriz e, por isso, a competição ficou um pouco de parte. Vou só fazer os regionais e aproveitar o free surf para relaxar.

 

Como está o surf atualmente?

Acho que cada vez mais pessoas estão a apaixonar-se pela arte de surfar e com tantos talentos novos a aparecer, o nível tem vindo, cada vez mais, a aumentar, como é bastante visível. Acho que a única desvantagem de ter cada vez mais atletas é o facto de ficar tanto crowd na água que muitas vezes contribui para um mau ambiente no pico. 

 

“De que vale surfar se não for para sair com um sorriso na cara?"

 

- Foto: Miguel Rezendes

 

Inspiração nacional e internacional? 

A minha inspiração nacional é a Teresa Bonvalot, porque acho que as raparigas são muitas vezes desvalorizadas e é muito bom ver uma surfista portuguesa a realizar grandes feitos. A inspiração internacional é o John John, pois o seu à-vontade na água, o seu estilo a surfar e a forma como ele “brinca” com as ondas, fazendo com que surfar pareça tão fácil, são características que sempre me impressionaram.

 

Última mensagem? 

Aconselho toda a gente, em especial quem gosta do mar, a experimentar o surf, pois são raras as pessoas que não se apaixonam. Aos que já são frequentes nas ondas quero dizer para nunca perderem o espírito do surf. “Peace and love”, há ondas para todos e de que vale surfar se não for para sair com um sorriso na cara?

 

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