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Nick Uricchio no seu ambiente preferido, a sala de shape. Nick Uricchio no seu ambiente preferido, a sala de shape. Foto: Paulo Pires/Espiral do Tempo

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quinta, 23 agosto 2018 10:56

Nick Uricchio: "É o Surf que manda no nosso trajeto"

Exclusivo Surftotal com o head shaper da Semente Surfboards… 

 

Com 36 anos de presença no mercado nacional, a Semente Surfboards é uma das emblemáticas marcas de pranchas de surf. Focado na evolução, Nick Uricchio faz um ponto da situação e fala-nos do presente e do futuro do fabrico de pranchas de surf. Um exclusivo a não perder. 

 

Muito tempo passou desde a vossa formação em 1982. Desde então por onde diriam que tem passado o vosso foco e linha de evolução?

O foco continua a ser, como sempre, no desenvolvimento e evolução das pranchas de surf. A nossa evolução acompanha aquilo que está a acontecer no surf. Afinal de contas, é o surf que manda no nosso trajeto.

 

“A nossa evolução acompanha aquilo que está a acontecer no surf"

 

 

É evidente o crescimento do Surf em Portugal nos últimos anos. De acordo com a vossa experiência, quais vos parecem ser ter sido os aspetos que mais contribuíram para isso?

O facto de termos no nosso país uma costa incrível para o surf desde o norte até ao sul com uma abundância incrível de boas ondas. O turismo em si, com o surf como impulsionador de Portugal tirando proveito da nossa costa e aproveitar isso para trazer dinheiro para o país. Mas por outro lado, atualmente, as coisas estão um exagero com o número excessivo de escolas de surf e um crowd descomunal em todo o país que, a nosso ver, é negativo.

 

De uma forma geral, qual o modelo da Semente mais popular e procurado? 

Hoje em dia é diversificado. Além da Catcher, que tem sido uma das pranchas mais vendidas ao longo dos últimos anos, todos os modelos dos team riders têm bastante procura. Os últimos modelos que apresentámos, Bondo e Vintage, também têm sido um sucesso tanto cá como no estrangeiro. Hoje em dia os surfistas são cada vez mais distintos e cada um dos nossos modelos encaixa nos mais variados estilos de surf.  

 

 

Uma vez que estamos no verão, falem-nos de um modelo da atual coleção que se adapte na perfeição às ondas da época?

Bondo está em destaque… mas também o Needful e o Vintage. São três modelos muito bons para esse tipo de ondas. Há também a procura pelo Bondo EPS que introduzimos recentemente em Epoxy que funciona muito bem em ondas pequenas e com pouca força.

 

“O shape é crucial, mas todos os outros aspetos

são importantes para sair uma prancha com qualidade"

 

- Foto: Paulo Pires/Espiral do Tempo

 

No trabalho de conceção de uma prancha, desde o corte até ao acabamento final, qual diriam ser a fase mais importante e/ou crucial?

O shape é sempre a base de uma prancha. O nosso primeiro foco é logo aí. Mas também tem de se colocar na balança a importância de outros fatores: se não houver uma boa fibragem, um bom acabamento ou lixamento no final, isso pode pôr em causa um bom shape. O shape é crucial, mas todos os outros aspetos são importantes para sair uma prancha com qualidade.

 

Qual a importância do team no desenvolvimento e aperfeiçoamento dos vossos shapes?

É híperimportante. O feedback dos nossos team riders é que nos permite estar na linha da frente da atualidade do design de pranchas, seja pranchas de competição para o QS ou para inovar em detalhes para outros clientes. O feedback de outros amigos próximos como, por exemplo, o Miguel Fortes ou Jó Bento, também nos levam a melhorar certos aspetos.

 

“O surf é algo muito puro, mas a maioria dos materiais são poluentes"

 

 

Há uns quantos novos materiais no mercado, mais amigos do ambiente, que têm vindo a revolucionar o fabrico das pranchas de surf. Que novidades nos podem contar nesse aspeto? 

Não achamos que seja bem revolucionar...  Estão a ser introduzidos, porque o público está cada vez mais consciente das questões ambientais com toda a razão e importância. Estamos a começar a mexer com resinas amigas do ambiente que vêm da Austrália. Temos trabalhado mais com esferovite. Mas nesta indústria, desde as fibras até ao pó de lixa as coisas ainda são pouco amigas do ambiente. O surf é algo muito puro, mas a maioria dos materiais são poluentes. Vamos experimentando esses novos materiais, mas o seu uso ainda não é generalizado. 

 

Além do mercado nacional, para que países têm exportado e tem a Semente vindo a ganhar força?

Suíça, Alemanha, Espanha, Israel, Itália e Noruega.

 

Onde podem ser adquiridas as Semente Surfboards? 

Podem encomendar online através do nosso site www.semente.pt, no nosso showroom e loja na Ericeira e nos nossos clientes espalhados de norte a sul do país.  

 

- Nick Uricchio & Miguel Katzenstein, duas figuras incontornáveis da Semente e do Surf nacional. Foto: Ricardo Ramos

 

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