Guilherme Ribeiro a colocar pressão e a soltar muita água em Manu Bay. Guilherme Ribeiro a colocar pressão e a soltar muita água em Manu Bay. Foto: Rip Curl

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segunda, 14 maio 2018 15:41

Guilherme Ribeiro: “Consegui sempre apresentar bom surf e fazer notas altas"

O exclusivo com o representante português na final internacional do GromSearch… 

 

Depois de ter vencido a final europeia, em novembro do ano passado, nas águas gaulesas de Hossegor, Guilherme Ribeiro conquistou uma vaga para estar presente na final internacional do Rip Curl GromSearch - uma das provas mais importantes a nível mundial para jovens atletas com menos de 16 anos, que este ano se disputou na Nova Zelândia. O jovem surfista, de 16 anos, terminou a competição em quinto lugar e no regresso a casa fez-nos a devida atualização. 

 

Todas as fotografias por Rip Curl GromSearch - reportagem final aqui

Ficha técnica do Guilherme aqui

 

Surftotal: Antes de mais, fala-nos da experiência em si. Como foi participar nesta final internacional e conviver com os restantes surfistas?

Guilherme Ribeiro: Participar em campeonatos internacionais é sempre muito bom, pois dá para perceber a qualidade dos surfistas com que vou competir nos QS's ou mesmo no CT. Nós não nos conheciamos uns aos outros, mas isso não foi problema porque rapidamente começámo--nos a dar bem e ficou alto ambiente entre nós.

 

Surftotal: Sendo a tua primeira vez na Nova Zelândia, o que achaste do país?

Gui: É um país com pouca população, mas a que há é muito simpática, a comida é boa… Definitivamente, quero voltar!

 

"Participar em campeonatos internacionais é sempre muito bom, pois dá para

perceber a qualidade dos surfistas com que vou competir nos QS's ou mesmo no CT"

 

 

Surftotal: E no que toca a ondas, qual o potencial pelo menos da zona de Raglan?

Gui: As ondas em Raglan são incríveis, pois não só há esquerdas que nunca mais acabam, em que dá para fazer todo o tipo de manobras, como também existem uns beach breaks super funs.

 

Surftotal: Relativamente à competição, foste travado nos 1/4 de final. Sentes que poderias ter chegado mais longe?

Gui: O meu objetivo nas competições é sempre ganhar, por isso, sinto que podia ter chegado mais longe, mas estou muito contente com a minha prestação uma vez que consegui sempre apresentar bom surf e fazer notas altas.

 

Surftotal: Que dirias sobre esta iniciativa da Rip Curl, o GromSearch, que tem lugar pelo mundo inteiro?

Gui: Esta iniciativa da Rip Curl é, sem dúvida, uma excelente ideia porque os surfistas que conseguem entrar neste campeonato evoluem e divertem-se imenso.

 

“(…) estou muito contente com a minha prestação uma vez

que consegui sempre apresentar bom surf e fazer notas altas"

 

 

Surftotal: Sendo tu regular e Manu Bay basicamente constituída de esquerdas, ter que surfar todas as fases da competição no teu “backhand” foi uma desvantagem ou nem por isso? 

Gui: Apesar de eu como regular preferir mais as direitas, penso que isso não foi uma desvantagem, pois estava a surfar tão bem para a esquerda como para a direita, e depois de tanta esquerda surfada sinto que consegui evoluir o meu backside. E com o facto de dois regulares terem ido à final, acho que os regulares e os goofies estavam de igual para igual.

 

Surftotal: Quem foram os surfistas que mais te surpreenderam ao longo do evento?

Gui: Os surfistas que me impressionaram mais foram o americano Cole Houshmand e o brasileiro Lucas Vicente que, apesar de nenhum ter ido à final, eram eles que punham mais risco nas ondas em que faziam e foram os que fizeram melhores pontuações ao longo do campeonato.

  

"[Cole Houshmand e Lucas Vicente] punham mais risco nas ondas

e foram os que fizeram melhores pontuações"

 

 

Surftotal: Que objetivos guardas para a presente temporada?

Gui: Ser campeão nacional sub-16 e sub-18, estar no top 10 do Pro Junior europeu, ser chamado à seleção para o Eurojunior e para o ISA World Junior Championship e, claro, viajar o máximo possivel.

 

Surftotal: Uma última questão. O teu pai é um dos primeiros surfistas portugueses e o teu irmão é também um ávido e excelente surfista que também compete regularmente. De que forma te influenciaram e cresceste aperfeiçoando o teu surf ao vê-los a surfar?

Gui: Tanto o meu pai como o meu irmão sempre me influenciaram muito no surf, pois o meu pai é o meu treinador e o meu irmão é o meu companheiro de surf. Por isso, lá em casa respiramos surf e estamos sempre a discutir acerca do que vai acontecendo no mundo do surf. Acho isso muito positivo.

 

“(…) lá em casa respiramos surf

e estamos sempre a discutir acerca do que vai acontecendo"

 

 

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AF

 

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