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domingo, 06 outubro 2013 23:33

SPINOLA EXPLICA O RIP CURL PRO PORTUGAL 2013

A ASP olha para Portugal como o país do surf» – Francisco Spínola

 


Director de Marketing da Rip Curl Portugal garante que as expectativas foram superadas após a decisão de fazer regressar o WCT ao nosso país.

Em 2009 a elite mundial do surf regressava a Portugal, sob o nome de The Search e no ano seguinte fixou-se por cá graças aos Supertubos de Peniche. Quatro anos passaram e o fenómeno é cada vez maior.
Francisco Spínola, director de marketing da Rip Curl Portugal e um dos principais responsáveis pelo regresso do WCT às nossas praias, esteve à conversa com a Surftotal e abordou todo o processo que tornou possível estabelecer Portugal com um dos destinos mais importantes do calendário competitivo mundial.


“Em 2009, no Rip Curl Pro The Search, estávamos todos na expectativa e a prova acabou por correr de forma exemplar. A própria ASP e os surfistas decidiram que Portugal merecia figurar no conjunto das 10 etapas do Tour. A partir daí a aventura começou. Toda a pressão passou para o lado da organização que, com a ajuda de muitos e bons patrocinadores e das entidades, tem conseguido fazer a prova nas melhores condições”, começou por explicar Francisco Spínola.
“O campeonato tornou-se num evento de massas, todos os anos temos milhões de pessoas a ver na internet e milhares na praia. Sinceramente, não pensava que se ia transformar neste fenómeno. Sempre quisemos fazer eventos grandes, mas estamos, provavelmente, com uma das pernas mais fortes do circuito mundial. Temos um Prime nos Açores, um WCT, mais um Prime em Cascais e ainda o WCT feminino, o que torna isto no maior evento de surf alguma vez produzido na Europa. E a nível mundial só temos comparação com o que se faz há 30 anos no Havai”, frisou.


Apaixonado pelo surf, o empreendedor explica como a crise proporcionou um investimento tão grande neste desporto. “Foi uma oportunidade e às vezes as crises trazem oportunidades, porque as pessoas têm de rever o investimento e as marcas também o fazem. O sucesso do WCT em anos anteriores era evidente e existiam marcas com vontade de entrar e apostar mais. Por exemplo, a Câmara Municipal de Cascais, pela visão do seu presidente, sabia daquilo que tinha sido desenvolvido em Peniche e foi da opinião de que aquele era o caminho a seguir”, disse Spínola.


Francisco explicou como se poderá desenrolar a etapa do World Tour, tendo em conta que este ano tem como spot alternativo Carcavelos, e garantiu que isso vai trazer benefícios ao espectáculo. “O mar é imprevisível. A prova tem sido feita sempre na Praia dos Supertubos e foi essa onda que tornou famosa a etapa. É para isso que nos deram a licença, pois os surfistas querem surfar nos Supertubos. Contudo, no entender da organização, isto é também uma vantagem competitiva do nosso país e comunicamos internacionalmente que há ondas sempre em qualquer lado”, assegurou.

Mas nem só o município de Cascais foi novidade no apoio às provas internacionais em 2013, uma vez que a Billabong também voltou a patrocinar eventos importantes, como é o caso da etapa do circuito mundial feminino e do Prime que se disputa em Cascais no final deste mês. Algo que Francisco Spínola vê com bastante agrado.


“O regresso da Billabong é excelente. Nos últimos anos a Rip Curl tem feito um grande investimento no WCT, ao qual todos os surfistas têm de agradecer, e estas notícias são fantásticas. Em vez de termos os melhores surfistas do Mundo durante 10 dias em Portugal, conseguimos ter durante um mês. A juntar a isso, ainda coincide com a abertura da época de surf em Portugal. Termos estas quantidades de provas internacionais é um chamariz incrível”, referiu.


“A ASP e o mundo inteiro olham para Portugal como o país do surf. Foi esse o nosso desafio para com o Turismo de Portugal: dissemos que queríamos ser o melhor país de surf da Europa. Em termos de eventos já o conseguimos ser e em termos de atletas também estamos fortes. Estamos no caminho certo. Acho que este é um desporto saudável e não precisa de ‘estádios’, pois já estão construídos e a manutenção é muito baixa. É um desporto altamente sustentável”, frisou o director de marketing da Rip Curl.
Para terminar, Francisco Spínola afirmou ainda que há poucos países no Mundo com as qualidades das nossas ondas. “Acho que tem sido uma boa aposta do país e acho que é muito difícil competir connosco, porque no surf ou há ondas ou não há. Em algumas coisas não estamos centrais - Portugal é acusado de estar na cauda na Europa - mas aqui estamos na porta de entrada das ondas na Europa. Ano após ano isso tem sido visto.

 

Quatro anos sempre com ondas boas. Isso já não é sorte! Portugal é realmente o país do surf e das ondas”, concluiu.

 

  • Créditos fotos: Francisco T Santos

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